Natal do Zé

Oi, me chamo Zé das Couves. Sim, eu sei, Tem muito Zé das Couve por aí. O quê? Não, não planto couve não, meu senhor. Trabalho por aí fazendo uns biscates no comércio. Mais especificamente o que? Ah, o que aparecer. Depende da época. Agora por exemplo: me visto de Papai Noel e fico batendo a sineta na frente das lojas gritando “Ho Ho Ho” bem alto pra ver se assusto as crianças e escapo de dar

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Aurora (XVII)

Haveria beleza naquilo? Um corpo, qualquer que seja, inanimado ou não, possui beleza? Teria beleza acaso uma mulher como aquela, jogada num riacho amarrada à pedras, com seus membros frios e sem vida? Assim como as pedras, talvez um corpo possua apenas cor e forma; e existência. A beleza seria o que não existe e o corpo, uma vez morto, como aquele que tratava de ocultar, apenas belo seria se, assim como a beleza, deixasse de existir.

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