Confraria da Poesia Informal

Simpliamigos, convido todos a conhecerem a Confraria da Poesia Informal: um site que abre espaço para a nova geração da Poesia em Língua Portuguesa.
 

Fundada em Agosto de 2011, pela escritora petropolitana Catarina Maul, a Confraria conta hoje com cento e onze poetas-membros – marca atingida em apenas cinco meses de existência –; incluindo escritores de Angola e este amigo que vos escreve, representando o Japão, além, claro, dos grandes Poetas desse imenso e talentoso Brasil.

Venham conhecer a Confraria:

http://www.confrariadapoesiainformal.blogspot.com/

Venham participar desta grande Festa Poética.

Saudações Literárias.

Edweine Loureiro

BOBO E SUA CORTE

Já reparou como os termos “Bobo” e “Tolo” têm sinônimos? Dentre tantos, “Doidivanas” sempre me chamou a atenção. Acho que foi lendo algum romance de cavalaria ou livro de Julio Diniz que vi a palavra pela primeira vez. Recorri a um pequeno e nada confiável dicionário e encontrei lá: “Doidivanas: o mesmo que Estouvado”. Fui em “Estouvado” e li: o mesmo que Doidivanas. Ou seja, o pai dos burros me fez de bobo.

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A BÍBLIA DEMON’S [TRADA] -Versão do Diretor

A HISTÓRIA DE ZÉ DO EGITO

 
 
Zé era o queridinho do seu papai. O preferido dos descendentes do povo de Javé. Seu pai o paparicava até não mais poder. Era o xodó da mamãe que lhe fazia todas as vontades, porém, seus irmãos se mordiam de ciúmes por ele ser o predileto. Zé tinha mania de contar seus sonhos. O problema é que nos seus sonhos sempre ele se dava bem e seus irmãos se davam mal. Um dia ele contou:
 
 
 
1.     Maninhos adivinhem o que eu sonhei hoje!
2.     Ah dá um tempo seu mariquinhas!
3.     Não, ouçam. Eu sonhei que todos nós estávamos cortando feixes no campo e de repente o meu feixe ficou de pé e de vocês se prostraram diante dele!
4.     Ah, vai à merda, acha que quer dizer o que com isso?
5.     Hora certamente que eu sou muito melhor e mais importante que vocês, não lhes parece obvio?
6.     Vê se não enche nosso saco!
7.     Mas de tarde, depois do meu lanchinho, quando tiro aquela minha soneca que a mamãe faz questão que eu tire pra que a minha saúde não se prejudicada, eu sonhei também que o sol, a lua e várias estrelas, que eram exatamente o numero de vocês, meus maninhos, se ajoelhavam diante de mim.
8.     E por acaso sol, estrelas e lua têm pernas pra ajoelhar?
9.     Se elas têm ou não eu não sei, mas foi o que eu sonhei.
10.           No mínimo ta querendo dizer que você é melhor que nos todos e, ainda por cima, que é melhor que o nosso pai, e que a nossa mãe também não é?
11.           Deixo pra você a interpretação, eh eh.
 
 
Aconteceu, pois que um dia os seus irmãos estavam demorando a voltar e seu pai pediu ao Zé que fosse procurá-los. 
 
 
1.     Mas papai, que chato, eu ia nadar agora no Oásis.
2.     Faiz esta ‘favorzinha bra bapaizinha, minha filhinha bredileta’, faiz.
3.     Hummm, ta bom, mas se estiver demorando muito encontrá-los eu não quero saber, vou voltar, pois tenho medo de andar no escuro.
4.     Está bom, assim ta bom ‘minha filhinha’, muito ‘obrigadinha’.
 
Quando Zé estava se aproximando do lugar que seus irmãos estavam, eles o avistaram e um deles disse:
 
1.     Lá vem aquela bichinha sonhadora!
2.     É mesmo, porque não aproveitamos e matamo-lo?
3.     Mas aí o que vamos dizer para o pai e pra mãe?
4.     É mesmo.
5.     Mas nós podíamos agarrar ele, arrancar suas roupas e jogá-lo neste poço, só pra dar uma lição nele. Depois é a palavra dele contra a nossa, e se ele contar a gente ameaça dar uma sova nele, do jeito que é medroso, vai se cagar todo.
6.     Eh, eh, eh! Isso mesmo.
 
Então, assim que o Zé se aproximou seus irmãos o atacaram, e rasgaram sua túnica deixando o pelado!
 
1.     Ai, ai, seus brutos, o que querem de mim, Eu sou virgem, sejam carinhosos!
2.     O que você ta falando seu viadinho, ninguém aqui quer te catar não, nosso negócio é mulher!
3.     Humm, seus machistas preconceituosos e de mentes limitadas.
4.     Ora cala essa boca, e vê se gosta de passar uns dias aí, olha! E dizendo isso o atiraram no poço.
 
Nisso vinha vindo uma caravana de povos de outras terras e um dos irmãos disse:
 
1.     Hei manos, tive uma idéia!
2.     Que idéia?
3.     Temos a chance de nos dar bem, ganhar uma grana e ainda não ter de agüentar este marica de novo e sem ter que sujar nossas mãos no sangue dele.
4.     Como? [perguntaram todos juntos].
5.     A gente o vende como escravo pra estes estrangeiros aí e depois ensopamos as roupas dele de sangue de bode, e dizemos pro pai e pra mãe que um animal selvagem o devorou inteirinho.
6.     Boa!
7.     Mas isso não é pecado? [perguntou um dos irmãos que não falara].
8.     Ora, não esquenta não mano, que ainda não recebemos os dez mandamentos.
9.     Ah, então ta.  
    
Então, assim procederam. Venderam o irmão aos estrangeiros e ensoparam suas roupas no sangue de um bode para que seus pais pensassem que o seu filho predileto havia sido devorado por alguma fera. Como podemos observar durante todos estes acontecimentos, o povo escolhido de Deus, só fez, enganar, roubar, matar, vender como escravo, negociar mulheres, mentir… Mentir… Mentir.

QUIOSQUE SAGRADO

INSTRUÇÕES GERAIS PARA FRANCHISING NO FORMATO UNIDADE MÓVEL
 
. Defina um nome para a agremiação religiosa e consulte primeiramente o Google, o site do INPI e
www.registro.br para certificar-se de que não existe alguma seita já registrada sob a mesma denominação. Tendo em vista que em média 3 novas associações de cunho religioso são instituídas diariamente, o risco de criar uma igreja homônima é grande.

 

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VIII Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus

Simpliamigos, estão abertas as inscrições para o “VIII Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus”. Segue abaixo o regulamento:

Jorge Amado é homenageado em concurso literário.

A UBE – União Brasileira de Escritores (Núcleo Bahia), apoia a iniciativa que promove a literatura baiana e valoriza os autores locais.

A oitava edição do “Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus” faz homenagem ao escritor Jorge Amado, que faria 100 anos em 10 de agosto de 2012. Autor de dezenas de obras traduzidas pelo mundo todo, Amado é o autor baiano mais famoso e lido por pessoas de todas as idades. ONúcleo Baiano da UBE, na pessoa do coordenador Carlos Souza, se junta a esta ação, com o objetivo de fortalecer a literatura do estado da Bahia e prestar um tributo a Jorge Amado.

O concurso literário promovido pelo jornalista Valdeck Almeida de Jesus é uma iniciativa divulgada no Eixo 4 do Plano Nacional do Livro e Leitura, do Ministério da Cultura e já publicou quase 1100 poetas do mundo todo, desde 2005. Em 2011 a edição foi em homenagem a autores baianos e teve mais de mil inscritos, cujas crônicas serão lançadas na Bienal do Livro de São Paulo, em agosto, mesmo mês de nascimento de Jorge Amado.

Para 2012 serão aceitas redações inéditas (crônicas, artigos ou resenhas) ou já publicadas sobre a vida e/ou obra de Jorge Amado. Serão aceitos, também, textos sobre escritores e poetas de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Outros temas serão aceitos como: redações sobre assuntos africanos, Copa do Mundo de Futebol de 2014 e sobre escritores de outras partes do mundo, desde que os textos sejam escritos em língua portuguesa. Inscrições e informações no link:
http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=2660465

Valdeck Almeida de Jesus

Enviado por Valdeck Almeida de Jesus em 10/01/2012
Reeditado em 10/01/2012
Código do texto: T3432950

A BÍBLIA DEMON’S [TRADA] -Versão do Diretor

SOBRE CABRITOS E FATORES RECESSIVOS

(Ou de como Jacu dá Uma de Mendel Alquimista)
 
 
 
 
1.     Jacu pegou então umas varas verdes e as descascou em tiras deixando aparecer a parte branca das varas de forma que elas ficavam de duas cores. Colocou-as no bebedouro dos bichos. Estes bebiam antes de cobrir as fêmeas e os animais enquanto acasalavam ficavam de frente para as varas como os olhos fixos nas varas listradas [enquanto as fêmeas levavam as varas por trás], e assim, todas tiveram crias malhadas ou pintadas.
 
                     
 
 
Não se sabe até hoje como este experimento “genético-esotérico-alquímico” primitivo deu resultado, sendo que o narrador destes escritos aconselha ao leitor atribuir tal experiência à “mão de deus”. Como sempre é feito com tudo que não se consegue explicar.
 
 
Jacu ficou então com muitos animais e tendo levantado a sua bunda do lugar onde estava encaminhou novamente para a terra de seus ancestrais, pois que o deus dos seus pais assim havia lhe determinado em aparição não relatada aqui.
 
 
Após estes eventos extraordinários, podemos notar nos sucessos posteriores, que aqui não serão relatados minuciosamente em benefício da paciência do leitor, que repetidamente o que acontecia, era: que as mulheres eram tratadas como mercadoria ou como prostitutas, que havia sempre imposição da religião dos escolhidos de Javé aos outros povos.
 
 
Ahrá! E contrariando todas as maldições do pai, Isauh! Reaparece na história, muito próspero e rico, e ainda tem a nobreza de receber de braços abertos o seu irmão safado e ludibriador. Provando que a benção ou maldição do pai nem cheirava nem fedia [talvez comprovando a procedência bastarda dos gêmeos].
 
 
Depois deste acontecidos, uma série de genealogias é relatada minuciosamente. Mas como se sabe que nunca houve ninguém, em nenhum tempo, seja judeu, muçulmano, cristão ou ocultista, espírita, hinduísta, budista, que tenha tido saco suficiente para ler genealogias prolixas e astronômicas, saltamos diretamente para o mais importante descendente posterior a estes eventos, o famigerado, famoso, herói de livros espíritas e até de desenhos animados dos estúdios da Disney: o Zé.