O tempo e o vento**

Os coqueiros emolduram as dunas de prata
e a renda de nuvens no horizonte
costura-se ao veludo do mar.
A lua despida, se mostra inteira à noite e
não há como passar incólume à paisagem
Os coqueiros emolduram as dunas de prata
e a renda de nuvens no horizonte
costura-se ao veludo do mar.

A lua despida, se mostra inteira à noite e
não há como passar incólume à paisagem
que vem beijar nosso chão.

A dança dos ventos nos coqueirais e nas dunas
é fascinante e alquímica: coquetel azul de
encontros de almas inquietas.

O tempo nunca será suficiente para cantar as antiguidades
tecidas no ardor desses abraços e a felicidade
clandestina dos acasos fortuitos.

Serendipity. No quarto minguante, velhas fotografias
flutuam e à alma perguntam: será que é Natal ou
apenas uma ponta negra de nostalgia?


*[para Lisbeth, Francisco, Gabriel, Miguel, Paulo e Seu David: horde de Anjos Barrocos que velam pela cidade de Natal/RN]*
*Lilly Falcão/ Junho/2008