Solidão

Solidão
Minha companheira leal,
Está sempre ao meu lado
Vivi em uma constelação, e sempre na multidão.
Mas não conheço ninguém além da solidão.
Sempre fui só, pois penso sem dó.
Faço e não volto atrás, sou dura, sou impura.
Quero assim, pois mando apenas em mim.
Queres me encontrar?
Encontre antes a solidão, pois eu sou a escravidão.
Tu sabes o que faz, a solidão me acompanha, e se quiser que seja assim…
…Pois mando apenas em mim.


Débora de Azevedo, estudante de Odontologia e nas horas vagas tem como diversão seu trabalho em sua pequena produtora divulgando algumas bandas e levando-as para o interior do Estado (Vale dos Sinos e região serrana). Também divide seu tempo com trabalho voluntário onde ajuda crianças e idosos carentes levando amor, carinho, atenção e cultura. Estas poesias, se é que se pode chamá-las assim, estão guardadas há tempo. São de minha autoria e saem do “nada” vindas de um sentimento momentâneo. Elas fluem normalmente em noites de insônia e profunda rebeldia, onde expresso meu sentir. Nem sei se é tão poético, ou talvez harmonioso, não sigo regras gramaticais e nenhum estilo poético. Na verdade não as considero poesias e sim um explosivo desabafo. Estas foram dedilhadas em noites de profunda agonia… …As lágrimas corriam sobre o papel e iam formando letras, palavras, frases, bem isto aí…

Cesto de Retalhos

É minha própria alma grande cesto de retalhos.
E os há de todos os tipos: bonitos, bem feios e falhos.

Retalhos de saudade; retalhos de temor;
alguns há ódio, outros tantos de amor.

Retalhos de incerteza da nossa vida futura;
de ver assim praticamente no mundo tanta loucura.

Retalhos que sobraram de vestes da minha vida;
retalhos de fé e esperança de ver a justiça cumprida.

Retalhos de todos os momentos;
momentos alegres ou tristes;
da tristeza dos meus pesares;
do prazer de saber que tu existes!