Quinquilharias

A praça Benedito Calixto em São Paulo é famosa pela feira de antiguidades e quinquilharias que realiza semanalmente. A própria palavra quinquilharias deve ser uma das palavras que ela comercializa. Desde a invasão do estrangerismo em nossa lingua pátria, pouco depois do fim da ditadura militar e abertura de fronteiras, gadget é a palavra da moda, seja qual for a pronúncia correta disto. Continue lendo “Quinquilharias”

Até quando?

Dia quente em São Paulo, após muito trânsito conseguiu sair da marginal Tietê e agora arrastava-se para a Zach Nach. Naquele trecho fechava os vidros instintivamente, para resistir à própria tentação de ver as prostitutas desfilando seus corpos nús no trecho anterior à Cruzeiro do Sul, e por medo daquilo que já foi uma favela imensa. Continue lendo “Até quando?”

Adelaide

Adelaide. Seu nome já era prenuncio da idade, da sua maquiagem pesada, de suas roupas exageradamente jovens e gírias forçadas, por uma busca de uma juventude fútil e pífia. Tentava em vão, pois a despeito de seu corpo ainda muito magro para alguém que passou dos quarenta, seu corpo estava marcado pelo tempo. Continue lendo “Adelaide”

Aquela noite incrível…

Ela estava deitada de costas para o lençol de seda e, desconfio, seus movimentos não eram estudados ou deliberados, era apenas seu corpo semi nu rossando gostoso na seda, que fazia aquela pele de pêssego deslizar deliciosamente. Sobre aquele corpo branco, com meia dúzia exata de pintinhas estava apenas a calcinha, com uma renda exagerada e volumosa, mas que era deliciosa de se imaginar cravar os dentes alí, e o sutian, aquela parte que oprime seus grandes peitos, deixando-os ainda mais volumosos quando confinados, que desde o salão da balada fazia-os parecer querer saltar do decote para fora.

 

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