A Desobediência Civil na USP (O que é a Desobediência Civil?)

A desobediência civil é um termo que fez história com Martin Luther King e Mahatama Gandhi. Ambos desobedeceram leis instituídas para a vida civil em seus respectivos países, Estados Unidos e Índia. As leis eram legais, claro, mas não eram mais éticas e morais. Não eram mais legítimas. Foi uma guerra, na verdade. Foi a anti-guerra como guerra.

 

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A inveja

É difícil ver uma melhor descrição da inveja do que a figura que poderia ser a de uma mistura de Lênin e Stálin, traçada de maneira nítida por Nabokov. Todas as vezes que ele monta essa figura, em contos ou em episódios biográficos, não nos deixa dúvidas: ele foi um dos poucos humanos que viu de perto esse demônio. E o faz sem um traço de ressentimento ou corrupção. É um trabalho de mestre.

 

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Vai dar, Gretchen. Vai dar Gretchen!

Gretchen é morena e foi sensual tanto quanto as parceiras, “As Melindrosas”. A juventude conhece Gretchen, mas duvido que se lembre de “As Melindrosas”. Era gostoso ouvir as moças. Clube do Bolinha, Chacrinha, Sílvio Santos sem o Gugu e, enfim, a TV sem Faustão. Ou, ao menos, sem Faustão embalsamado em vida pela Globo. Bons tempos! Gretchen nunca foi bonita. Bonita, mesmo, era a negra Eliana Pitman. Gretchen foi sensual.

 

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A vegetação da cana corta as mãos – Isso é algo aquém e além de “capitalismo”

Dermeval Saviani, filósofo, em 1992 disse a seguinte frase em um discurso na Conferência Brasileira da Educação (CBE): “agora que não existe mais o socialismo, toda a culpa das mazelas sociais será apenas do capitalismo”. Enunciado verdadeiro, mas só para alguns. A claque do PC do B, que acompanhava Saviani, aplaudiu. Onde Saviani errou? Simples: o capitalismo é um fato, existe e acabou – é nisso que errou. Continue lendo “A vegetação da cana corta as mãos – Isso é algo aquém e além de “capitalismo””

Antonio Gramsci – o homem com X nas costas

Dia 27 de abril foi dia da morte de Gramsci (1891-1937). Temos 70 anos desde sua morte. Caso estivéssemos nos anos oitenta, haveria tantos textos falando disso que imaginaríamos estarmos falando da morte de um contemporâneo. E Gramsci foi um contemporâneo, ao menos até 1989 ou, no máximo, 1992. Quando o comunismo desapareceu de vez, e com ele a própria URSS, para então baixar o pano do século XX – e nossa, que século! – de forma espetacular, Gramsci começava a não ser mais ensinado nas universidades. Tudo que ele, depois de morto, havia prometido, desapareceu como um castelo de cartas – foi de embrulho junto com o século ao qual ele quase pertenceu. Gramsci foi quase um homem do século XX ao teorizar sobre o marxismo e com o marxismo de uma maneira, digamos, mais aberta que seus colegas. Continue lendo “Antonio Gramsci – o homem com X nas costas”