A negra Jaci

A luz tremeluzente do lampião sobre a mesa rude deixava o negro como se fosse uma imagem em preto e branco, recortada no centro da cozinha. Comia mogango com leite e chupava a colher fazendo um barulhinho chiado, e enquanto comia contou que quando vinha pela estrada velha, mais ou menos à altura do pé de plátano, o tordilho marchador se assustou com alguma coisa, tastavilhou e o tirou de cima do lombo, e que quando ele estava tentando se aprumar apareceu-lhe a aparição da negra Jaci. Continue lendo “A negra Jaci”

Qualquer palavra

Qualquer palavra pode ser a primeira palavra de uma história. Neste caso, já que a introdução faz parte do relato, a palavra é qualquer… dia desses dou cabo dessa merda. Ando meio morto pela vida e suas avenidas, meio que não dando ligança, mas sei o que pensam, sei o que cochicham, sei dos risinhos de canto de boca, dos meneios de cabeça, dos dedos que me apontam. Continue lendo “Qualquer palavra”