E a paixão continua

     Quero que me perdoem gauchos e riograndenses, mas cada vez mais matucha participei de um concurso de cronicas, nem lembro mais o ano, sei que no século passado, que dizia mais ou menos assim: Quanto mais convive-se com ela, mais a paixão aumenta. Esta morena realmente é deslumbrante. Por destino quis aqui querenciar-me e saí, a procura de um rancho para fixar morada.

     Quando encontrei meu cantinho descobri que o nome do Bairro era Mata do Jacinto. Logo fui indagando:

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Traumas

Bola de couro espalmou no estômago. Baque surdo do desencanto.
O riso coletivo esbofeteou meus ouvidos.
A menina suja, de dentes amarelos, possuia a força das ruas.
Meu cheiro urbano e bem tratado, causava náuseas à enfraquecidos meninos esquálidos.
No campo de terra ficou um pé de sapato de marca.
O  vestido  de  griffe  manchou  de  raiva  passiva.
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Nada D+

Sinto um não sei que de gozo, com um pouco a mais de esperança, uma pitada de lembranças, misturadas a cheiros de infância.

Amargor de ventos passados, transpassados em ventanias que carregam meus ais…
Quero mais…
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Mimi

As inocências das idades possuem nas intríncecas uma maldade uterina. A descoberta vem com as maldades maduras, mas vem.

Brabeza de Mimi era o nome. Mimi soa feminino e ela macho. Macho mesmo, com bigode e pelo na cara… Continue lendo “Mimi”