Spencer Johnson – Quem mexeu no meu queijo?

            Narra uma parábola em que 2 ratos e 2 homenzinhos encontram-se em um Labirinto cujo objetivo é saciar-se com Queijo. Um rato representa uma pessoa que facilmente percebe as mudanças, outro alguém que está sempre pronto a se mover e partir para a ação; um homenzinho é aquela pessoa que resiste fortemente à mudança, temendo que ela leve a algo pior e outro homenzinho é aquele que aprende a se adaptar a tempo, quando percebe que a mudança leva a algo melhor. Continue lendo “Spencer Johnson – Quem mexeu no meu queijo?”

Salvador Elizondo – Farabeuf

            Quem resolver se aventurar na leitura de Farabeuf deve munir-se de cautela. Extrema. Deve saber que deverá ser extremamente tenaz na leitura de seus dois primeiros capítulos. O escritor dará de tudo para que você desista da leitura. Haverá momentos em que seu desejo será de rasgar o livro em mil pedaços e amaldiçoar aquele seu amigo que o indicou a leitura da obra. Acontece que a perseverança quase sempre é premiada. Continue lendo “Salvador Elizondo – Farabeuf”

Jean-Paul Sartre – Esboço para uma teoria das emoções

            Conforme Sartre, “…a emoção não é simplesmente representada, não é um comportamento puro: é o comportamento de um corpo que se acha num certo estado; o simples estado não provocaria o comportamento; o comportamento sem o estado é comédia; mas a emoção aparece num corpo perturbado que mantém uma certa conduta. A perturbação pode sobreviver à conduta, mas a conduta constitui a forma e a significação da perturbação. Por outro lado, sem essa perturbação a conduta seria significação pura, esquema afetivo.” Continue lendo “Jean-Paul Sartre – Esboço para uma teoria das emoções”

José Saramago – As intermitências da morte

            Quem já leu Saramago, já sabe o que esperar. Uma literatura irônica, nem sempre sutil, uma cotovelada na orelha do sistema político português e, é claro, diálogos que se acotovelam pontuados apenas com uma vírgula seguida de uma Maiúscula.

            Lendo “As intermitências da morte” me lembrei do livro Bartleby e Companhia, em que o escritor Enrique Vila-Matas apresenta um personagem que acreditava que Saramago lhe roubava as idéias para escrever seus livros.

Continue lendo “José Saramago – As intermitências da morte”

Arthur Rimbaud – Uma temporada no inferno

            Rimbaud, o jovem poeta que publicou sua última obra aos 21 anos, escreveu esta obra entre abril e agosto de 1873, pouco após acabar seu caso romântico com o poeta Paul Verlaine, receber um tiro deste e mandá-lo para a prisão por dois anos. Neste contexto, o jovem poeta, na ocasião com 18 anos, desfere toda sua angústia, lirismo, dor e violência em oscilações entre o metafórico e o real. Continue lendo “Arthur Rimbaud – Uma temporada no inferno”