Do Coração de Cristo ao Coração da pessoa humana

 “Levar Cristo ao coração do mundo. Trazer o mundo ao coração de Cristo.” 

(Pe. Dehon)
 
“Derramarei sobre a casa de Davi e os cidadãos de Jerusalém um espírito de perdão e de misericórdia e eles olharão para aquele que transpassaram” (Zc 12,10)
A contemplação do Coração de Cristo fora profetizada nas escrituras e deve encontrar seu cumprimento na vida de toda pessoa que acolhe a boa nova da Salvação. A torrente que jorra desta fonte de amor e misericórdia, que é o Coração do Filho,  torna saudável tudo o que atinge, e onde quer que ela chegue gera vida em abundância (cf. Ez47,9). Diante de tanto amor não podemos permanecer parados.
Assim sendo, contemplar o Coração de Jesus é colocar-se diante da expressão mais evocadora do amor de Deus que se derrama por nós sem reservas, numa entrega total de si.  Em quem verdadeiramente olha para o Transpassado, nasce a necessidade de unir-se a Ele, de entregar-se às águas de vida eterna, numa atitude de verdadeira oblação, deixando-se inundar e guiar pela providência amorosa de Deus.
Mergulhados no amor de Cristo, somos impulsionados, impelidos a olhar para os irmãos (cf. 2Cor5,14) e a partilhar a experiência de ser amado e de amar. Como nos diz Pe. Dehon: “Aquele que ama a Cristo, não suporta que Ele continue sofrendo nos irmãos menores, deseja reparar”.
Uma bela resposta de amor ao amor a Deus é a Reparação. Isto é, o empenho da própria vida pela reconstrução de uma sociedade conforme o plano divino ou, como diria Pe. Dehon, pelo estabelecimento do Reino de Amor do Coração de Jesus em toda a Terra.
Irmãs e irmãos, só o amor é capaz de reconstruir o mundo. Pois, as causas dos males que afligem a sociedade encontram-se na recusa ao amor de Deus. É preciso levar ao coração de cada ser humano o amor que jorra do Coração de Cristo. Contudo, não basta que falemos ou preguemos bonito e com eloqüência, é preciso agir com prática, assiduidade e inteligência.
“Vivamos com toda a religião para com Deus, toda a santidade para conosco, toda a justiça para com o próximo, toda a sobriedade para com as coisas” (Pe. Dehon).
 

Ensaios…

 Na praça da pequena vila todos que passam estranham o sujeito que misteriosamente chegou na manhã daquele dia e desde então está sentado no banco. É um homem de meia idade, branco, barba bem feita e veste roupas estranhas em comparação as vestes simples dos habitantes daquele arraial, um casaco grande que cobre todo o corpo, uma boina cinza e um par de sapatos bem engraxados.

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