De sonhos – parte 2

-Sempre é à noite, no mesmo bairro, eu atravesso a mesma ponte. as ruas são mal iluminadas e com poucas pessoas. Eu ando assustado à procura de um táxi, um ônibus e nada. Passa um carro da polícia, se afasta e logo depois sou assaltado. Levam a minha

-Sempre é à noite, no mesmo bairro, eu atravesso a mesma ponte. as ruas são mal iluminadas e com poucas pessoas. Eu ando assustado à procura de um táxi, um ônibus e nada. Passa um carro da polícia, se afasta e logo depois sou assaltado. Levam a minhacarteira, celular, relógio. Eu só me preocupo no pesadelo com os documentos que estão na carteira. E com a impotência de não poder reagir, tendo um revólver apontado para a minha cabeça. Também sempre encontro uma mulher, ou a que eu vivo no momento, ou uma nova paixão. E essas mulheres sempre me abandonam por outro homem, me deixando naquela rua escura. É isso!
– Carvalho a gente pode trabalhar na Terapia o que está causando os pesadelos?
– Acho que sim.
– Vamos começar com algumas perguntas: você tem muito dinheiro guardado?
– Bem, eu gasto pouco como solteiro e sou econômico. – Disse ficando vermelho.
– E tem carro próprio?
– Sim.
– E tem seguro do carro?
– Não. – Vermelho de novo.
– Acabou o seu tempo. Até amanhã.
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