Hasta la vista, baby

 É hora de me despedir do Simplicíssimo. Mas é bom dizer que isso não é um adeus. Sou amigo do editor e quero continuar sendo. Espero poder, um dia, conhecê-lo pessoalmente. E continuarei acessando o site sempre que puder. Além disso, de vez em quando enviarei alguns contos meus, para aterrorizar os leitores do Simplex com a literatura de péssima qualidade que produzo.

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O trote

O filho da puta pensou que fosse escapar ileso. Não se ameaça a mãe de alguém e fica impune. Ele disse: “eu vou comer sua mãe, seu porra!”. Fiquei pensando em que tipo de psicótico imbecil liga para a casa de alguém e fala uma merda dessas. Pois sim. Descobri o tipo. Por conta de algumas paranóias e por conta dos ciúmes de minha mãe colocamos um aparelho identificador… Continue lendo “O trote”

O outro lado

O mundo nunca foi, não é e nunca vai ser o mundo perfeito que muita gente quer e imagina que possa vir a ser. A maioria das pessoas foi, é e sempre será ignorante, mal-educada e fútil.O lucro foi, é e sempre será o objetivo de todo e qualquer ser humano. A ambição é inerente à nossa espécie. Raros são aqueles que não têm metas maiores a alcançar.

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A editora Casa Verde

Idealizada em 2004 pela jornalista e escritora Laís Chaffe, a Casa Verde tem como marco zero a antologia de contos "Fatais", lançada em março de 2005, que reúne textos dos autores da Casa (o grupo é composto por Caco Belmonte, Christina Dias, Filipe Bortolini, Laís Chaffe, Luciana Veiga, Luiz Paulo Faccioli e Marcelo Spalding) e Flávio Ilha. Continue lendo “A editora Casa Verde”

A favor da ortotanásia (e da eutanásia também)

Até alguns dias eu não sabia sequer da existência da ortotanásia. E com o pouco que sei hoje, quando escrevo este texto, declaro-me desde já a favor do procedimento. Sou e sempre fui a favor da eutanásia. Uma vida prolongada por medicamentos e aparelhos, multiplicada em dor e sofrimento – tanto do paciente quando da sua família –, não é vida. Continue lendo “A favor da ortotanásia (e da eutanásia também)”

O que será?

Já estou aqui há um bom tempo. Não anos, meses ou dias. Horas. Duas. Talvez um pouco mais. Em meu pulso há um relógio. Mas não me preocupei em saber qual era a posição dos ponteiros quando cheguei. E a exatidão não importa, a bem da verdade. Importa é que aqui estou há pouco mais, pouco menos, de duas horas. É uma praia. Estou sentado na areia, de frente para o mar. Continue lendo “O que será?”