Simplicíssimo

E se eu fosse…

 

Há muitos anos atrás meu pai disse:

– Filho, tu podia fazer um vestibular para Medicina…

Eu respondi, prontamente:

– Pai, legal tu achares isso. Mas, para mim, cada paciente que perdesse a vida seria um pouco da minha vida também. Sem falar que se errar é humano, um erro de um médico pode ceifar a vida de uma pessoa definitivamente.

Talvez não fosse a resposta que ele quisesse ouvir, mas era a que eu podia dar naquele momento. Tinha 19 anos e estava terminando o Curso Técnico de Eletrônica. Tive que ir à luta para ganhar a vida e o sonho da Faculdade foi adiado. No entanto, a área médica nunca passou pela minha cabeça. Bem, a não ser para rejeitá-la completamente.

Trabalhar com um equipamento em funcionamento, tratá-lo e identificar o que o está danificando é uma tarefa para poucos. O que passa na cabeça de alguém que comete um erro como aquela enfermeira que injetou 50ml de vaselina numa menina?

O objetivo deste texto é deixar claro que ao escolher uma profissão o jovem não pode escolher o status e o poder financeiro que poderá agregar na sua vida no futuro. Deve, isso sim, realizar um estudo sobre quais são suas qualidades e defeitos, o que gosta e não gosta de fazer, para decidir sobre algo que o insira no mundo do trabalho com a possibilidade de realizar-se pessoal e profissionalmente. Afinal, passar de 8 a 12 horas por dia trabalhando (às vezes mais) ficará bem mais fácil se for algo que possa lhe trazer prazer ou realização.

Mauro Rodrigues

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