Simplicíssimo

Hoje (11)

2007-01-12

Três dias de molho com gripe, foi o resultado da minha ida ao
hospital para falar com o JSS. E tive muita sorte por ter trazido uma
simples gripe. Quer me parecer que anda aqui o dedo da máfia a tentar
calar-me, vou redobrar de cuidados. Essa ida ao hospital foi-me
induzida por algum reclame da máfia na televisão. Poderia ter
aguardado que o JSS saísse do hospital e iria falar com ele depois, na
casa dele. O que não seria tão perigoso como ir ao hospital, pois, na
pior das hipóteses, só traria mais sarna para me coçar.
Como podem deduzir, as minhas investigações andaram
paradas. Apenas pude investigar na Internet sobre a vida do tio Adam
Smith. O pobre coitado foi raptado por ciganos aos 4 anos de idade.
Mas como era de famílias bem, os ciganos foram de tal modo
perseguidos que acabaram por abandonar o petiz, que seria então
encontrado pelos seus. Não se sabe se os ciganos terão transmitido
alguns dos seus segredos ancestrais ao tio Smith, que ele depois
desenvolveu na sua Teoria sobre a Tintura das Nações, e que tios
posteriores refinaram até se chegar à Super Teoria da Tintura actual. É
bem possível. Senão, vejamos: Na alegada sociedade preconizada por
Smith, em que gozamos de plena liberdade, passámos a ser
constantemente aldrabados; os tios adquiriram comportamentos muito
idênticos aos dos ciganos, mas muito mais refinados. Conseguem
impingir tudo às pessoas, por métodos bem mais sofisticados do que
os dos ciganos que, coitados, ainda tentam sobreviver à custa dos seus
métodos arcaicos de persuasão directa em que já muito poucos caem.
Os tios usam principalmente os “merdia”, a publicidade enganosa, as
notícias para causar pânico, criam necessidades artificiais às pessoas.
Depois, são as pessoas que adquirem a febre de comprar. Uma febre
que arde durante todo o ano e atinge picos no Verão e no Natal. Os tios
portugueses, sabendo melhor do que outros que a febre aumenta no
Verão e no Natal, inventaram o subsídio de férias e o subsídio de
Natal: retiram às pessoas uma parte do seu ordenado durante todos os
meses do ano, excepto em Junho e Novembro, meses que antecedem os
picos de febre. Essa tintura volta direitinha aos bolsos dos tios porque
nessas alturas as pessoas não estão nada propensas a poupar.
Bem, deixemos a Super Teoria da Tintura por agora, e
delineemos a nossa estratégia para descobrir os três frasquinhos
escondidos pelo JSS. Maldita gripe, eu queria ter iniciado logo as
investigações porque a máfia não dorme em serviço. A esta hora já
deve andar também no encalço da santa tintura. Mas antes de mais,
logo que possa vou dar um passeio a pé por Leiria e tentar descobrir a
que sítio o JSS se refere. É pena eu não ter máquina fotográfica mas
levo caneta e papel e tento registar tudo. Não sei se irei resistir à
tentação de comprar uma máquina digital. Estão a ver como é que a
máfia actua?

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2007-01-13

A palavra de ordem é liberalizar. Tudo o que leve o rótulo de
liberalização é bem visto pelo público. Quando se fala em “liberalizar o
aborto“, pretende-se, no fundo, dizer que abortar levianamente deixa
de ser um comportamento hediondo, passando a ser um acto banal e
legítimo. Tratar-se-á de uma espécie de morte em legítima defesa.
Quem pratica o aborto leviano, fá-lo com premeditação, e a legítima
defesa nunca poderia ser invocada porque o feto não atenta contra a
vida da mãe. Quando muito a mãe é que imagina que o bebé irá
prejudicar a sua vida futura.
Não há argumentos para a defesa da despenalização do crime
premeditado, em que a única razão invocada seja “porque eu quero”.
O aborto sem razões clínicas de peso é, e continuará a ser, crime, esteja
ou não penalizado na lei. A lei é dos homens. Isto faz com que os que
defendem o SIM ao aborto estejam sempre em desvantagem. É uma
espécie de despenalização do roubo. Não é pelo facto de não se
punirem os tios que eles deixam de ser ladrões. E eles sabem disso.
Mas não têm a mínima vergonha na cara, e continuarão a roubar.
Filhos da puta é o que eles são, ladrões do caralho, agora querem
deitar mão ao negócio do aborto em clínicas chiques, e fecham
maternidades para abrir clínicas de aborto “espanholas”. O povo é
chamado a pronunciar-se às escuras. Ainda não vi nenhum estudo
sobre os abortos para que possa tomar uma posição fundamentada.
Pretende-se que o povo vote por palpite e/ou por princípio. Mas
pergunto:
• Quantas pessoas morreram por não terem abortado?
• Quantos abortos se fizeram e quais as respectivas causas?
• A impossibilidade económica de contrariar as causas é
que leva à alteração da lei?
Estas e outras perguntas deveriam ser respondidas antes de
perguntar às pessoas se estão de acordo que se altere a lei. Mas não,
essa questão é apenas para entreter a populaça, enquanto os tios vão
enriquecendo sem justa causa.

 

Henrique Sousa

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