Simplicíssimo

Calemo-nos diante do Mistério!

Nesse início do século XXI, um assunto que está em voga é o meio ambiente, mas propriamente, a poluição do meio ambiente. Por onde você anda vê lixo nas ruas, rios sujos, ar poluído. Mas por que mesmo falando tanto de conscientização ambiental o quadro não se reverte?

 
No Brasil, nas últimas semanas, o tema mais discutido foi o massacre de realengo. Todos falaram, vítimas, professores, a sociedade se manifestou, a presidente chorou, todos lamentaram. Os especialistas foram a atração dos programas de TV, explicando com muitas teorias o acontecido. Contudo, o que de concreto foi realizado para prevenir novas catástrofes semelhantes?
 
Ainda, nos noticiários, ocuparam grande espaço matérias sobre a calamidade da saúde pública e privada no país, com direito a grandes equipes de reportagem se deslocando para as áreas mais afetadas com essa questão. Os políticos prometeram reverter a situação, especialistas em saúde pública reivindicaram melhorias no sistema único de saúde, pacientes reclamaram. E o que mudou de concreto?
 
Para todas essas perguntas a resposta é a mesma, nada de útil foi feito. A morte das crianças em Realengo, dos pacientes nos hospitais e da natureza, serviram (e servem) apenas para produzir IBOPE. Como a população se comove, o jornal é ancorado do lugar da tragédia, que humano, o sensacionalismo aproveita cada brecha. TUDO HIPOCRISIA. 
 
Não estou criticando o direito da imprensa divulgar e informar. A questão não é essa. A imprensa deve mesmo abordar o acontecido, a questão é o modo, o como. Exploram-se cenas apelativas, de cunho emocional, expõe a dor das pessoas aos holofotes. Pergunto: a troco de quê?
 
Estou convencido de que em todas essas circunstâncias a situação não é revertida porque falamos muito, sem antes refletirmos sobre os acontecimentos. Antes de falar, devemos usar outros dois sentidos: a escuta e a visão. Diante de um fato, devemos ver o que ele nos apresenta e escutar o que ele quer nos dizer. E isso não se aplica a imprensa somente, mas no cotidiano de nossas vidas.
 
Primeiramente, calemo-nos diante do mistério, procuremos ler a realidade. É no silêncio que conseguimos autenticamente captar as coisas e refletir sobre elas, não no falatório. Hoje em dia, falamos MUITO e dizemos POUCO.
 
Neste fim de semana comemoramos um feriado nacional, o Domingo de Páscoa, dia do chocolate e de um almoço em família. E só! Ao menos é o que vem se tornando a cada ano, apenas um evento social. 
 
E Cristo? E a morte de Cristo, o Deus que se fez homem por amor a nós, sendo capaz de renunciar a si mesmo para derrotar o egoísmo humano, o mal, a prisão do pecado. Ele morreu para que tenhamos vida verdadeira, isto é, livre e cheia de amor. Ressuscitou, provando que a morte, a dor e o sofrimento do homem são passageiros, que no fim o Amor vence. 
 
Professar essa fé hoje é ser inocente. Ao menos é o que o falatório que reina hoje diz. Tudo bem, prefiro ser inocente e livre no amor de Deus. Afinal de contas, se a opinião não racionalizada da massa me constranger, não serei livre. 
 
Silencie o seu coração diante do mistério da Cruz, da morte e ressurreição de Jesus, e sem preconceitos, peça que Deus te ajude ver e ouvir o que ele tem a te dizer e só depois fale.
 
Calemo-nos diante dos mistérios de nossas vidas e na silenciosidade de nosso ser, escutemos nosso coração.
 
Feliz e abençoada Páscoa!
 

Hans Henrique da Silva Pereira

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