Simplicíssimo

Vida sem Sentido

No vazio da minha existência,

Procurei preenchimento em vários lugares.

Fiquei doidão, passei por mocinho,

Fui herói e fui vilão.

Me misturei na massa

Abri Mão de ser eu.

 

Não começo era bom,

Preenchia-me rapidamente

Como se infla um balão,

Externava-me grande.

Porém, era vazio por dentro e,

Frágil na aparência.

 

Não faltaram agulhas que

Todas as vezes frustravam minhas ilusões.

Sem sentido real na vida.

O viver não tinha razão.

Neguei o meu Eu

E morto em vida,

Na inautenticidade vago a caminhar.

——-
 
Esse poema foi composto para expressar uma realidade que infelizmente é muito comum nos nossos dias, de pessoas que perderam o sentido da vida, ou que jamais descobriram um e após várias frustrações acabam acometidas pela doença do século: a depressão.
 
Sei que existem depressões também por fatores biológicos e quimicos. Mas, a maioria dos casos acontecem quando as pessoas não encontram mais motivos para viver. Quando apoiam suas esperança nos bens terrenos, que são perenes. Enquanto não encontrarmos um ponto sólido e permanente no qual apoiemos nossas vidas, seremos acometidos por esse mal.
 
Como diz São Paulo: "tudo passa, só o AMOR permanece."

Hans Henrique da Silva Pereira

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