Simplicíssimo

Zaruth

  Um pequeno pássaro. Este era Zaruth. Um corpo frágil, pequeno, porém bastante ativo no coração da floresta. Seus pés enrugados carregavam sementes semeando e multiplicando a vida que dava cores ao mundo que vivia. E não raro, quando volta e meia o fogo maculava seu habitat, seu bico envergado e curvo levava água para amainar o incêndio.

Enquanto ele fazia tudo isso, o Rei, com sua juba tão densa ao ponto de cegar-lhe às vistas, passava os dias a prestar honraria aos que lhe garantiam o cetro. Não, não era uma tarefa fácil ser leão, em vasta floresta com Carvalhos reclamões, e corticeiras ambiciosas. De olho nisto tudo, o Rei não percebeu o dia que Zaruth partiu.

Um dia cinzento, e que marcou justamente a estação em que a vida deixou de se multiplicar… As novas árvores não nasceram, as mais antigas a mercê do tempo secaram, e levou longos anos até que o deserto tomasse a mata, e um Rei incrédulo não compreendia o que havia acontecido com seu reino.

Douglas Eraldo dos Santos

Comente!

Deixe uma resposta

Siga-nos!

Não tenha vergonha, entre em contato! Nós amamos conhecer pessoas interessantes e fazer novos amigos!

Últimos Posts