Simplicíssimo

Não me Xingue no Xingu

 

Uma casta não basta
Enterre uns de pé,
Outros sentados ou deitados
Homens sem fé

Tudo para nós não chega
Peixes, frutas, luz
E do nordeste cuscuz
Não é minha nega?

Aqui não dá mais
O lago secou
A caça acabou
Depredação demais

Traz a mocidade, da cidade
Para mulheres doenças
Para homens novas crenças
Perdidos na cachaça em qualquer idade

Para quem tem tudo
Parece absurdo
Que alguém ou um dia, não falha
Só vão sobrar migalhas.

 

 

Pedro Armando Furtado Volkmann

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