Simplicíssimo

Nihon, Arigatou!

Quando o Simplileitor visualizar este texto, já estarei em um avião rumo a minha próxima morada: Nova Friburgo, no interior do Rio de Janeiro.
Sim, amigo leitor: após oito anos, despeço-me de uma das melhores etapas de minha vida: o Japão.
A história começa em 2001, quando, estudante do Programa Monbukagakushō (Bolsa de Estudos do Governo Japonês), chego à cidade de Osaka. O início, como era de esperar-se, foi difícil: a saudade de casa, as dificuldades com o idioma, o choque cultural – enfim, tudo aquilo por que passa um estrangeiro em qualquer parte do planeta.
2002: Um ano maravilhoso. Passo no exame de ingresso para o Mestrado na Universidade de Osaka; vou à final da Copa do Mundo no Estádio de Yokohama (isto, como fã de futebol, eu não poderia deixar passar em branco…) e, claro, o mais importante daquele ano excepcional: o encontro com o amor de minha vida na mesma universidade – minha doce Nao Yamada – que viria a tornar-se minha esposa no ano de 2005.
Por falar em 2005, outro ano importantíssimo: o da virada. Após anos de tortura sob a espada do Professor Murakami e de seus alunos mais antigos (aqui chamados “Senpai”), obtenho a graduação no Mestrado. No mesmo ano, caso (vide parágrafo anterior) e mudo-me para Tóquio, onde começo a trabalhar em companhias de Recursos Humanos – o que faço até início do presente ano, quando, finalmente, sou atingido pela crise (não de consciência, mas a econômica!).
Pois bem, amigos, durante esses oito anos, tantas foram as experiências que seria impossível elencá-las em um único texto: foram alegrias, tristezas, decepções, surpresas, enfim – como diria o Rei – uma avalanche de emoções…
E se um dia, em algum quiz show da vida, alguém me fizer a seguinte pergunta:
“Se você tivesse que voltar para morar no Japão novamente, você:”
a) Voltaria para ficar.
b) Voltaria para passar alguns dias.
c) Voltaria para mais alguns anos.
d) Não voltaria.
O que vocês acham, Simpliamigos? Peço ajuda ao auditório ou faço uma ligação? Pois, sinceramente, não saberia a resposta…
Nihon, dōmo arigatougozaimashita!*
Estamos chegando, Nova Friburgo…

* Muito Obrigado, Japão!

Edweine Loureiro

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