Simplicíssimo

Criatividade

Violentos Haikais 51/X

Querendo mamata
tentou o professor, mas que horror
coisas insensatas.

Faroeste 38/X

Doçura e sabor
Um afago, um amasso

Sempre com amor.

CRIATIVIDADE

 

No editorial da semana passada, o capitão desta nau colocou um tema que muito me fascina. Como podemos ser criativos se partimos das mesmas coisas que os outros? Usamos as mesmas palavras, as mesmas letras. E se criássemos nossos próprios símbolos, como seríamos? Não seríamos entendidos! Que coisa!

Assim funcionam os seres humanos, tentando ser diferentes e ao mesmo tempo iguais aos outros. Se formos totalmente diferentes dos outros enlouquecemos. Caso formos totalmente iguais, igualmente enlouquecemos. Os normóticos são os seres mais locuos que existem.

Assim, temos um ciclo recursivo do igual e diferente. Para sermos reconhecidos como indivíduos temos que ter algo igual e ao mesmo tempo temos que ter algo diferente. A grande questão é que partimos das mesmas letras (somos seres humanos) e das mesmas palavras (a mesma cultura).

Para sermos entendidos temos que fazer coisas iguais, para sermos reconhecidos temos que fazer coisas diferentes. Este é o jogo sutil da humanidade. Aceitamos o igual, desde que seja diferente. Aceitamos o igual, desde que seja diferente.

Então, como podemos ser utópicos e criativos? As velhas amarras nos moldam e nos levam a trilhar caminhos para quais o próprio sistema já trilharia, sem nós. Porque vamos trilhar estes caminhos? Para que tentar chegar a pontos que não são diferentes dos existentes hoje em dia?

Não é legal ser prescritivo, sabemos. Como então mostrar caminhos distintos, sem usar de símbolos que não seriam entendidos?

Somos todos iguais perante a lei e todos diferentes perante a sociedade. Paradoxo ou solução?

De Ré na Contra-mão, na estrada com os outros, mas sem direção!

Pedro Armando Furtado Volkmann

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