Simplicíssimo

Duas vezes vida!

Violentos Haikais 118/X

Governador por acidente
Uma vida a menos, minha gente
Na carne é que se sente

Faroeste 103/X (Joaquim Cruz)

De noite, lá em casa
Ou na Lima, tudo em cima
Em qualquer lugar, você arrasa.

Duas vezes vida!
Amanda era uma menina especial, sempre a mando do Demo! Como amava, Amanda.
Parodiando o Edu no texto anterior, Mara era uma Maravilha. E quando comia ervilha, mais Mara-vilha ficava.

Sabrina sabia que todos gostavam dela, mas também sabia que não sabia quem poderia ser o melhor para ela.

Ricardo, não se prendia a nenhuma, preferia sua fama de Ricardão.

Armando, sobre de pernas para o ar… Pensando, vivendo, sempre Armando alguma.

De qualquer forma era Augusto, o escolhido dos Deuses. Será que aquele cara, sem amor ou vontade poderia ser Augusto?

Tantas são as peças que o amor prega aos homens e mulheres, tanto tempo dedicados a festa perfeita, ou a busca da metade da laranja.

Andava por ai, vagando, tentando descobrir como fazer para que aquela pessoa, é aquela uma, especial, que rondava minha vida, olhasse um pouco para mim. Ela, que era tão perfeita, tão diferente, como poderia fazer para ela olhar este simples mortal, cheio de defeitos e ainda por cima, sem jeito com as pessoas?

É sempre assim, quanto mais longe está à pessoa, mais perfeita ou imperfeita ela nos parece. Idealizamos tudo, de pessoas a lugares, de situações a utopias.

A metade da laranja pode ser mais doce ou mais amarga, mais podre ou mais verde. Pode ter sido colhida fora do tempo. Pode estar perdida em algum lugar distante daqui. Pode ser também que esteja aqui do lado, pois normalmente o fruto não cai longe do pé. Do seu pé. Muitas vezes é difícil se abaixar. Muitas vezes estamos pulando de alegria e não notamos o que está grudado ao nosso lado.

E depois, tem o depois, como fazer para fazer durar o amor com a pessoa perfeita, aquela que é muito diferente do que a gente pensava, que tem defeitos e não tem jeito com as pessoas? Pois é… Segue a sina.

A vida não é fácil, quando acaba a procura pela pessoa amada, começa a eterna negociação da convivência a dois.

De ré na contramão, porque a luta continua!

Pedro Armando Furtado Volkmann

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