Simplicíssimo

Alfarrábio

Não sei direito por onde começar a contar histórias como esta, pois há tantas dentro de uma só… E cada vento é um virar das páginas: quando brisa, leitura atenta; ventania, ninguém agüenta!!! Das muitas orelhas que o tempo fez nesse alfarrábio, muitas conversas entabuladas, encontros alinhavados, rumos interrogados. Por aquele que é um novo capítulo, ou quiçá nova história imersa em tantas folhas. Assim, não há respostas nesse “perguntamento”, mas uma passagem contínua de contos, crônicas, prosa. Palavras lidas na medida dos ponteiros, com a ciranda do tempo. Tenho medo do escuro das novas páginas; não da escuridão. Não é possível dizer que o medo é de contar nova história, mas de surpreender-se com a leitura, o contador. Ainda, prefiro essa aventura ao prosaico clarão das historinhas. De um tudo, somos cá personagens de enredo incomum (desde um sempre) de inusitados capítulos e, nestes, loucos diálogos e insanas efervescências. Por assim dizer, vamos vivendo e contando, que, vezes, virá a brisa brisar, outras, virão furacões. Mas, nessas páginas, sempre estará o vento. Acredito que as histórias desvendam seus leitores, muito mais do que o contrário, e me ponho despida, enquanto contadora, para tal escrutínio…

Betina Mariante

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