Simplicíssimo

De sonhos – parte !

Dizem os conhecedores que todas as noites sonhamos,
mas que só de alguns sonhos nos lembramos ao acordar.
Outros dizem que nos sonhos, nossos espíritos saem do
corpo e encontram outros espíritos: não ocorre a morte
física porque ficamos ligados ao corpo pelo chamado
“cordão de prata” que, ao se romper, aí sim acontece
a morte física. Explicações à parte, vamos à história
de nosso personagem Carvalho: uma vida simples, tranquila,
um bom emprego na cidade, ou seja, um homem centrado.
Mas que sonhava, sonhava.
Até que os sonhos ficaram recorrentes, eram sempre os mesmos:
o ambiente era igual, as pessoas e situação era aflitiva.
Aí passaram de sonhos a pesadelos recorrentes. Carvalho
ficou perturbado e foi ao analista, que segundo o poetinha
Vinícius de Moraes “é como uma morte”:
– Desde quando tem os sonhos?
– Há dois anos, antes acontecia uma vez ou outra, mas agora
é toda semana.
– E o que lhe perturba? O sonho em si ou quando você acorda?
– As duas coisas. Quando acordo suado e trêmulo, até me
acalmar e durante o dia, que fico pensando nele.
– Pode me contar como é o pesadelo?
XX
 

Jackson Franco

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