Simplicíssimo

Marcas e males do corpo

 

Sujeições de todos os tipos que lesariam a coluna e corroem a pele.

A corrosão acontece apenas com as montanhas?

Permanecemos mudos para não imprimir nada nos outros.

Vamos apagar levemente a memória.

Ficamos com a língua mole, e perdoamos alguém, dai perdemos um ponto definido.

Um tamanho me faz sentir acima de algo, não tenho privilégios, ou não me dou privilégios, não sei se posso arrumar coisas a mais para mim agora, algo superficial talvez.

Seria uma dissimulação total encontrar com ele ,costumo me enganar e me engasgar com palavras tão ásperas .

Eu esperava a palavra acender e ela não se manifestou.

Desde então acender ficou apenas comigo, pois acender não veio até a mim.

Suaves luzes caem em meio a três faces cansadas .

Eles teriam q esperar a perda ,para poder voar sobre o vilarejo, essa perda viria como um sopro.

O azul pede agora a colheita.

E se a colheita não for satisfatória ?

O som do relinchar do cavalo pede a retirada, sem triunfo nem glória, eles sorriem para as suas presas.

Esculpem o próprio caminho, ate morder a língua.

Seu queixo se abre para novas armadilhas, os pardais querem competir com as águias.

As lebres buscam as feridas dos leões para se acalentar, os cortes do meu corpo pedem palavras, como a palavra cura.

A pressa me cobre.
De onde você chega, existe volta?

Precisamos cobrir os gastos e suplicar as ventanias para a fuga em massa.

Preciso de um vento que me impulsione, que me leve aos que se foram.

Presenteio com um rabo de rato para semear a condição permanente.

As cartas dos marinheiros são vazias de sentido.

Os sentidos seriam incondicionais.

Vou secar aos poucos, e dai viria o sono.

A palha me cobrirá e dai não sentirei frio nunca.

Vou sacudir esse matagal, a mata me rodeia e meu destino viaja.

Tudo pode ser lindo conforme o feio se apresenta.

Não admito perguntas, meu dedo esta como se fosse palha secando.

E o canto da boca me proíbe de olhar para baixo de forma indefinida e brusca, tenho q me virar para o lado.
Salve a graça evidente, salve a real fantasia, suave como se quisesse ter importância.

O senhor se mostra por fora?

Estou menos feliz, do que mais feliz que o previsto.

As bolhas me acobertam de ar.

Trago agradecimentos, trago solenidade, trago lealdade, sei q tua honra te pertence por hoje.

Querem roupas emprestadas, e dai você me conduzira até o lado incerto.

Tudo se extravia.

Quando oferecem uma mensagem, isso condiz com uma nova moradia.

 Devo meus serviços, mas não me faça alarde.

Posso crescer em vossa companhia?

Tenho uma carta nas mãos, vou ler.

A bondade humana jorra como leite.

Me falta ambição, me sobra maldade, a ambição consola a maldade.

Deseja aquilo q temes fazer.

Posso omitir meu temor e salvar as lagrimas.

Temos auxilio do mensageiro.

Não sou preparado para o meu caminho, vossa majestade pede um propósito para servir.

Vou soprar dentro de cada olho, vou suplicar para me afogar nos ventos e para voar nos mares.

Vou mergulhar na terra, me deitar no fogo.

Minha intenção acabou.

Vou tropeçar e sair de meus aposentos.

Vou me sentar no mar.

Preciso de uma opinião, quero tanto uma opinião que me curvo.

Como o peixe, mas imploro algo que me seja sutil, que eu não possa perceber.

Um porteiro entra e afasta as duas pessoas, depois fecha a porta e a ambigüidade se desfaz.

Tenho uma adaga  na mão direita, e ninharias na mão esquerda.

A vida como febre.

O sono como tontura que desfaz tudo, como um sopro no olho.

Nada desfaz o precipício, nada cuida melhor daquela planta do que Deus.

erika ------------------------------------------------- fraenkel

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