Simplicíssimo

o objeto que veio do céu

Inesperadamente um objeto cai do céu à noite num matagal. Com o atrito forma-se um clarão e um grande estrondo. Pessoas curiosas correm para ver o que acontecera.

É um objeto redondo escuro que, ao cair, faz uma cratera no chão.

– Que isso, minha nossa?? – diz uma senhora, preocupada, ficando bem longe do objeto não identificado. Ela tenta avançar. É segurado pelo neto.
– Não, não faça isso, vovó!! você nem sabe o que é e já vai querendo pegar?!?
– Ah, meu netinho, nem me faça lembrar disso!!! – divaga.
– Pode ser um pedaço de um avião – diz outro que acabara de chegar
– humm, examinando bem minuciosamente de perto creio que… não, não consigo imaginar o que possa ser – diz outro, com ar de intelectual.
– Ninguém se aproxime do objeto – diz um querendo ser o centro das atenções – para trás, para trás!! recuem, recuem!!
– É o fim do mundo, meus irmãos!! é o fim do mundo!! – chega uma senhora com uma bíblia na mão – vocês não percebem o que está acontecendo aqui?? Isso é um aviso dos Céus!! Vamos nos redimir dos nossos pecados, irmãos, arrependei-vos enquanto não acontece o pior… isso é o primeiro sinal…
– Minha senhora, por favor!! Gente, vamos chamar as autoridades. Isso pode ser muito sério!! – diz outro homem, sereno.
– Eu estou falando – continua a senhora – isso é o primeiro sinal. Olhe de perto, veja a forma, a cor …
Outras pessoas afastam a senhora para não piorar mais as coisas.
O intelectual (!) agora travestido de roupas esquisitas (pra chamar a atenção, claro!) volta-se novamente às pessoas.
– Afastem-se… afastem-se!! pelos meus cálculos o objeto tem aproximadamente humm… (mexe numa geringonça) trouxe esse aparelho de instropecção magnética que se interpõe entre a radiação propriamente dita e a atmosfera… – desmaia quando chega perto.
– Eta, frouxo!! eu vi ele tremendo desde que saiu com essas roupas esquisitas em direção ao objeto – disse uma senhora.
Um barulho ardido e alto atrai a atenção de todos, que vem de trás – mantendo contato… mantendo contato… Se são marcianos, saibam que somos um povo de paz! Vão saindo um por um!! Um por um, pra não causar pânico entre nós terráqueos!!…
Todos se viram e vê um homem com um megafone.
-… que foi, pessoal, to tentando me comunicar com eles, quem sabe não nos comuniquemos assim!!
– olha lá!! – diz um menino – alguma coisa se mexeu lá dentro…
– Não falei que são os marcianos – diz o homem do megafone, que fala silabicamente – vo-cês são de ou-tro pla-ne-ta??… Sai-am e fi-quem on-de po-de-mos vê-los!!…
– Gente – grita outro homem – as autoridades estão chegando!! agora vamos saber do que se trata.

Dalí a instantes barulho de tanques de guerra, helicópteros, toda a tropa do exército e sabe-se lá o que mais chegam ao local para examinar o dito material ainda sem identificação.

No espaço, próximo da Terra, cientistas americanos consertam um satélite pelo lado de fora.

– Merrrd…
– Que foi, George, my friend ??
– O peça do acoplamento do satélite se soltou e entrrrou no atmosferrra do Terra… @$#!*& !!
– Non fique brrrava, George, my friend, did you think se esse peça muda dirreçon acerrrta nosso cabeça??

A muitos e muitos km dalí no espaço sideral…
(as palavras abaixo devem ser lidas de trás prá frente, pois é um povo muito avançado e há milhões de anos-luz à frente da nossa Galáxia)
– eãmam, eãmam – artne o oninem odnarohc
– euq iof, Zigrherald sinbyilish?? (*)
– o Gfhiralx sinbyilish (*) uotuhc ahnim alob… e ahlo edno iof rarap?? ahnitenalp luza edno erpmes somav raessap e ravresbo sues setnatibah euq meviv es odnatam snu soa sortuo olep redop (aponta a Terra)

(*)nomes próprios

Afonso José Santana

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