Simplicíssimo

O canto de minha lembranças


O canto de minhas lembranças torna suave como a brisa do mar.
O canto de minha juventude que passeia pelos caminhos amadurecidos de minha memória e deixa o eco do som das muitas risadas e suspiros.
A bela melodia que sorri nos olhos de quem amou e bebeu da melancólica paixão pueril, a imaculada paixão que nos cobre de estrelas em noites escuras clareando ate mesmo os mais sombrios dos caminhos.
A juventude que passou por mim como um pássaro numa revoada contida, sempre marchando, deixando para trás as muitas lembranças e poesias que como numa oração eu lia em meu coração. Como uma flor tão bela que mantêm sua essência numa fotografia.
Como um olhar languido de uma criança sobre um doce, como um sorriso doce de uma mãe sobre seu filho.
Por mim passou a juventude como um vendedor ambulante, carregado de coisas, cheio de novidades e artigos piratas. Por mim também passou o homem do algodão doce e dos balões coloridos que se escapam e somem no céu.
Como o eco de um grito, demorado, todavia se esvai. Como o ultimo orvalho na grama depois de uma noite úmida, o rastro de uma madrugada fria. As marcas da enchente no solo, as folhas no outono que se soltam.
Fica agora a fruta madura, a manga aromática que da desejo mas que breve chega sua hora, seu momento.
Fica a carta quase a terminar, a canção aconchegante terminando seu embalo. Fica o cheiro de chuva no ar.

Priscila Magalhaes

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