Simplicíssimo

Livio, o comedor

Livio era o tipo exato de galã dos anos 50, estava sempre com o cabelo bem penteado, barba escanhoada e impecavelmente vestido. Era funcionário publico de um setor da Educação, prestes a se aposentar, era um paquerador inveterado, por que não dizer: viciado.

Atualmente ele estava separado, mas, essa era a terceira vez que morava mais de cinco anos com uma mulher, e sempre as traia, claro!

Seu objetivo nestes últimos dias era faturar uma jovem senhora, separada recentemente, que morava em uma pequena vila nas proximidades da Prefeitura local.

A mulher tinha quase quarenta anos e era uma maquina. Bonita de rosto, corpo escultural, cintura fina, coxa grossas e uma bunda, meu Deus, que bunda!

E essa sua bela bunda era o objetivo principal do Livio, por causa disso ele a perseguia por todos os lugares onde ele sabia que ela iria estar. O Livio era daquele tipo de homem que consegue uma mulher pela insistência. Às vezes até para se ver livre dele, a mulher aceita seus galanteios, por sinal muito cafona e sai e dá pra ele.

E foi por esse motivo que Flora aceitou o convite dele para ir a uma Exposição de Orquídeas em uma cidade próxima.

Flora não podia nem ir a Igreja, no caminho ou mesmo dentro do templo lá estava ele, o Livio, com o seu sorriso enigmático e o seu peculiar aceno de cabeça a cumprimenta-la.

Flora fora convidada para ir a Exposição e depois almoçar com o Livio.

Na verdade o intuito dele era prolongar aquele encontro e tê-la como sobremesa em um dos inúmeros motéis que havia pelo caminho.

O cafajeste do Livio apanhou a mulher dois pontos depois da casa onde ela morava, o pedido dela foi justificado pela fama de conquistador que o Livio ostentava. Apesar de separada ela gostava de manter suas particularidades fora do disse-me-disse das comadres.

Bem, o almoço depois da visita a Exposição foi um regalo, camarão na moranga, arroz com ervilhas e palmito, e um purê de mandioca para completar.

No Restaurante que o Livio escolheu para leva-la tinha musica ao vivo durante o almoço, e o clima que a casa oferecia era um convite à intimidade e ao amor.

E foi por causa desse clima e das duas garrafas de vinho que ambos tomaram que Flora aceitou fazerem a digestão em um motel no caminho.

Acho que não seria demais, dizer aqui que o casal de pombinhos estava levemente alcoolizado. O vinho fizera a sua função, mostrou o seu poder afrodisíaco e seu teor alcoólico deixou a Flora nas "pontas dos cascos".

Há muito tempo ela não se sentia eufórica assim e porque não dizer, com tanto tesão.

Chegaram ao Motel, Livio pediu uma suíte e antes mesmo de estarem a sós dentro da mesma, Flora beijava o Livio com audaciosos beijos de língua e etc…e tal.

Ela foi ao banheiro, depois de certa demora, por causa da higiene que fizera, sentou na beirada da cama, redonda por sinal, enquanto o Livio entrava no banheiro.

Quando Livio saiu do toalete, ela estava nua e deitada com a bunda para cima.

Meu Deus, que coisa maravilhosa, era bonita, muito bonita a bunda da Flora, grande, sem ser exagerada, empinada, sem gordura adicional, algumas celulites, claro, isso era normal, todas as brasileiras possuem uma certa cota de celulite, isso inclusive lhes da um charme inigualável.

-Vem meu amor, vem e mostra porque você andou tanto tempo atraz de mim, vem e mata a tua vontade…

Livio percebeu que algo com ele não estava bem, não sabia o que era, mas, teve uma sensação estranha de que tinha alguma coisa errada com ele. E eles trocam beijos, abraços, caricias.

E ela fungava, gemia, se insinuava, roçava, e creiam…colocou na boca e passou a beijar o flacido órgão genital do Livio.

E ele…nada! O pau, o pinto, o orgulho de todos os machos, estava morto, sem um leve sinal de vida.

Livio não entendia o que estava acontecendo, deu alguns beijos na linda greta da mulher.

Enfiou um dedo, dois…Ela molhadinha….

Livio transpirava muito parecia que estava em uma sauna, sentia o suor escorrer pela sua bunda. E nada, nada do pau subir.

Até que o inevitável aconteceu: Flora sentou na cama, os seios, pequenos e túrgidos balançando…-Olha aqui Livio, você anda por todos os cantos atras de mim, querendo me foder, me seca com os olhos, dá piscadelas, por fim me convida para almoçar, me querendo comer de sobremesa e chega aqui esse pau não levanta…E eu cheia de tesão…porra! Francamente!

-Flora, não sei o que esta acontecendo…Por Deus…Não sei….estou atônito…

-Que atônito, que nada, você esta é brocha…Cacete! -Que propaganda enganosa você é…continuou: -E para de enfiar o dedo em mim, isso eu mesma faço em casa, sozinha, eu to querendo é pinto, entendeu? O pinto duro, cadê ele, seu brocha, filho da puta.

Bem! Não vou descrever o que mais aconteceu, seria humilhante demais, apenas serei sincero, não quero que isso aconteça nem com o maior inimigo meu, puxa vida! Que vexame!

Segundo depois eu soube, o Livio deixou a Flora no mesmo ponto de ônibus onde fora busca-la e sem uma única palavra de despedida, ela bateu a porta do carro e se mandou para a casa dela.

O Livio, alguns dias depois mudou para Santos. Para alguns amigos ele disse que foi transferido. Será verdade? Que nada, nós sabemos o motivo.

FIM

 

 

LUIZ CARLOS LUC RAMOS

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