Simplicíssimo

Atira e dor…

-Não é possível, eu não me conformo. Esse cara saiu sem deixar rastros de novo!
É a 5a personalidade ilustre conhecida mundialmente que ele elimina da face da terra.
Cadê a força da gente? da interpol, cia, scotland yard, gestapo, etc?
– Epa chefe, Gestapo também?
– Que fosse… ela também não pegaria esse cara. Ele parece invisível.

Longe dali…

Um taxi parava e alguém descia tranquilamente. Em sua cabeça, apenas um pensamento:
"Será que chegarei a tempo? Será que ela fez o delicioso hoje? Acho que mereço."
Via a luz apagada, então seu ânimo diminuia a cada passada. Tocava a campainha com aquele sentimento de que aquilo seria inútil. Após o 3o toque deu meia volta. A padaria seria uma alternativa, mas antes ouviu a voz que esperava:
-entra logo…

Todos os jornais estampavam: mais uma vítima, dessa vez fora o presidente do chile. Vários grupos do mundo todo haviam assumido a autoria, mas todos, um a um foram sendo contestados. A identidade do assassino era a mais clandestina possível. A imprensa passava a falsa notícia que dizia existir uma linha de investigação quase confirmada, um suspeito quase certo, tudo apenas para passar alguma justificativa, mostrar trabalho à população mundial que começava a temer pela vida de seus maiores líderes.

Passou-se um tempo sem novidades, até que a 6a, 7a e 8a vítimas cairam da mesma forma que as anteriores. Mas a oitava seria a última, ou quem sabe a penúltima, depende do referencial e dos fatos descritos abaixo:

Tudo pronto, uma grande festa armada, um recém empossado presidente iria discussar. Nunca um esquema de segurança tinha contado com tantas polícias de países diferentes juntas. Era a honra mundial que estava em jogo. Aquele discurso teria que chegar ao fim. Pelo menos começou, alguns anteriores não haviam nem tido esse privilégio. Depois de 30 minutos totalmente tensos de oratória todos se viravam para onde vinha o estampido de um tiro. Não ocorria como das outras vezes, pois o presidente estava lá, em pé, intácto. Ninguém estava olhando pra ele, mas sim para uma mulher que dizia:
 
– Matei sim, matei esse desgraçado. Ele me traía esse tempo todo e eu fazendo o omeletezinho que ele adorava. Agora vai tratar de comer alguma coisa no inferno, junto com todos os presidentes que ele matou, podem me prender, mas acho que devem estar todos lá.

Frank Santos

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