Simplicíssimo

Dia de Ninguém

Olhou pela última vez aquele relógio de parede. Nele não encontrava o que queria, desejava que hoje já fosse amanhã, ou quem sabe algum dia de um passado distante. Recusou todas as oportunidades de sair de casa, por quê? Queria algo novo, que trouxesse possibilidades mais evidentes e atraentes. Pena que no meio disso tudo acabou faltando o aniversário de uma de suas amigas mais queridas, mas pensando consigo chegou à conclusão que ela entenderia. Sua cabeça parecia um quarto pequeno que aprisionava alguém que não tinha coragem de tentar sair. Voltou ainda antes de sair definitivamente, foi quando decidiu: sairia então sozinho para cumprir algo “burocrático”. Resolveu tudo numa velocidade tão grande que se surpreendia com o fato de já estar de volta. Sentou, escreveu, pensou, escreveu e tentou assim começar a esquecer que aquele estranho dia ainda não havia terminado. Pelo menos agora sabia que algumas linhas ficariam de legado.

Frank Santos

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