Simplicíssimo

O Embrulho Perdido

Passava de mão em mão sendo sempre rejeitado. Uns diziam: Sai daqui, num serve pra nada. Outros o chutavam. Por vezes o tratavam tão bem, o guardavam, mas quando ele se abria, logo era novamente lacrado e jogado longe. O engraçado é que sempre o fechavam totalmente de modo que ele não se avariava muito por muito tempo. Até outro transeunte passar, vê-lo e levá-lo consigo. Talvez até ele ser aberto novamente. Dentro dele havia algo que tinha passado de geração a geração, algo inquebrável e resistente. Mas que poucos davam valor. Ou que pelo menos quase nunca era reconhecido. Chamavam este tipo de embrulho de coração. Já o que era carregado dentro variava muito de nome. Uns chamavam de amizade, outros de amor e em outros momentos podia-se chamar de tristeza, de angústia ou solidão. Mas uma coisa era certa. Naquele em especial o que comumente havia era amor.

Frank Santos

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