Simplicíssimo

Falando de amor

Preciso conversar uma coisa contigo.

O quê?

Não quero que você me leve a mal, nem me entenda errado. É só algo que vem me incomodando há alguns dias, nada de mais.

Ih… Você quando vem com essas conversas, boa coisa não é. Fala logo.

Calma, vou falar, ué.

Meu histórico de relações amorosas demonstra que eu não tenho sorte com isso. E o resultado é o de sempre: quem se fode sou eu no fim das contas. Não diga nada enquanto eu não terminar meu raciocínio.

Então.

Eu estou gostando muito de você. Acho que você não imagina o quanto. Pela primeira vez em minha vida – eu, que não gosto de olhar demais pra frente, apesar de ser um sonhador nato, nunca fiz planos pra minha vida afetiva, pois sempre pensei que estaria sozinho boa parte dela – agora coloco uma pessoa em meus planos. E essa pessoa é você.

E as lembranças do que passou, querendo ou não acabam voltando, nem que seja uma vez ou outra. Você é uma pessoa normal, que tem um passado como todo mundo e sabe disso. E por causa disso, eu fiquei a pensar o seguinte: se a cada dia que passa eu gosto mais de você, e se quanto maior a altura, maior o tombo, imaginei o tombo que eu levaria caso acontecesse algo e a gente não fosse mais “nós”.

Eu não queria ter essa conversa com você porque primeiro: não queria que de forma alguma você pensasse que eu imagino um fim pra gente, coisa que eu não faço de maneira alguma, muito pelo contrário, só imagino mais e mais coisas juntos. E segundo porque isso demonstra o quão inseguro eu posso ser.

Mas não posso ficar com isso na cabeça o tempo inteiro. Por isso o meu desabafo. Sei que não podemos prever o futuro. A qualquer momento pode surgir alguém em sua vida, ou na minha, who knows. E só te peço uma coisa: caso isso aconteça, caso surja um outro alguém, caso eu não te satisfaça mais, caso você não me ame mais, me diga. Por favor, me diga. É só isso que peço. Se não tiver coragem de dizer isso pessoalmente, me fale por telefone, me mande um email, um sinal de fumaça. Mas não minta pra mim, jamais. Não existe traição maior que a mentira, mesmo que não haja traição. Acredite em mim.

Eu te amo, e não te farei mal algum, jamais. Te amo mais que a mim mesmo, você sabe disso.

Silêncio.

Acabou?

Acabei.

Eu te amo, seu besta. Vem cá…

A seguir, um beijo de novela.

Rafael Rodrigues

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