Simplicíssimo

Envelhecer com dignidade…

Recentemente, a Rede de TV Bandeirantes exibiu uma série abordando fases distintas do envelhecimento, evidenciando as diferentes formas de enfrentar este período da vida. Há quem deseje se manter sempre jovem e os que, com dignidade, assistem ao surgimento dos primeiros cabelos brancos. Mas a crescente procura por cirurgias plásticas tem transformado as feições femininas. Faces que chegam a lembrar bonecas em vitrines de lojas, tamanho brilho a denunciar caras e bocas esticadas. Com o objetivo de "mascarar" a aparência, fazem de tudo para renovar a cutis e parecer jovem e sempre atraentes. Talvez falte um pouco de bom senso a essas mulheres que abusam de cremes, produtos rejuvenescedores e intervenções cirúrgicas. Tal como escravas da vaidade, uma delas, ao lhe perguntarem como se sente após o uso de tantos artifícios para parecer jovial, foi enfática ao afirmar: "eu me sinto muito bem, igual a uma garota de vinte anos!". Convenhamos, assim é demais! Aceitar o envelhecimento como uma fase normal é a estrada mais adequada para se conseguir um melhor desempenho nos obstáculos que porventura apareçam.

 
Mas existem as que agem diferentemente, que envelhecem sem muitas preocupações. É o caso de senhoras que foram entrevistadas posteriormente sem aparentar desconforto pelo peso dos anos, nem constrangimentos ao dizer a idade. Demonstraram, isto sim, excelente bom humor e sabedoria pelo acúmulo de anos vividos. Uma professora de 92 anos, que ainda leciona em casa, que sua no trabalho doméstico e se diz de bem com a vida, deu este exemplo. Diante da pergunta de como se sentia produzindo e sendo útil, afirmou: "minha filha, eu me sinto como se tivesse 92 anos". Bela resposta! Acostumar-se às limitações é uma regra que se impõe. Novas funções e alguns desafios farão parte inevitavelmente do cotidiano dos mais velhos. O mais interessante seria compreender a importância extraída dos ensinamentos da professora que, do alto de seus 92 anos, nunca deixou de ser uma mulher útil e feliz, conseguindo realizar sonhos e desejos, independente do aspecto físico que possui.
 
 
 
"Não entendo a vida sem os gestos de carinho entre pessoas que se querem bem, muito menos sem as necessárias atitudes e ações solidárias vindas até mesmo de pessoas que nunca se viram antes."

Luiz Maia
http://br.geocities.com/escritorluizmaia/
msn:
luiz-maia@hotmail.com
skipe: luizmaia1
Autor dos livros "Veredas de uma vida", "Sem limites para amar", "Cânticos" e "À flor da pele". Recife-PE.

Luiz Maia

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