Guerra à Vista!!

Tá difícil explicar. Fácil falar que as autoridades, os governantes, os carambas a quatro não fazem nada pela população. Ande pelas ruas. Repare no nível das conversações no ponto de ônibus, nas ruas, no metrô, e vai perceber que o buraco é bem mais embaixo.

São Paulo, 17 de outubro de 2005.

GUERRA À VISTA!!

Tá difícil explicar. Fácil falar que as autoridades, os governantes, os carambas a quatro não fazem nada pela população. Ande pelas ruas. Repare no nível das conversações no ponto de ônibus, nas ruas, no metrô, e vai perceber que o buraco é bem mais embaixo. Enquanto reclamamos da falta de ética, e parece que só nós falamos nisso, o sujeito sai de casa para ver um jogo de futebol, e, no caminho, aproveita para matar um torcedor rival, só pra passar o tempo. O outro sai de casa, deixa a família lá, e vai invadir o estádio, vai fazer quebra-quebra pelas ruas, vai se revoltar com sujeitos que não merecem a menor atenção… Quando se pergunta ao juiz ladrão, réu confesso assumido e com cara de bebê chorão, a justificativa é de que em Brasília todos roubam, e que o que ele fez foi pequeno, assim como o jogador que incita a violência em campo, que diz não ter agredido ninguém…
Estou usando o futebol, simplesmente porque, ao menos pra mim, é um dos assuntos mais idiotas que vemos nestes tempos de impunidade em tantos e tantos setores de nossa respeitosa sociedade. Se para a diversão as coisas andam neste pé, realmente precisamos nos preocupar.
Século XXI, cabeças mais abertas, pessoas pensando na preservação dos recursos naturais, pessoas buscando evolução, progresso, cura de doenças, erradicação da fome, e vemos exemplos tão pequenos de que não crescemos nada ainda…
Desculpem, estou pessimista. Ou estamos nos separando natural e muito rapidamente de outros semelhantes, ou pertencemos a uma outra espécie, ainda não denominada, que não chega a ser um animal irracional, pois estaríamos ofendendo nossos irmãozinhos sem raciocínio, que jamais chegaria à grandeza de ser comparado a um ser humano…
Diário de Bordo, data estelar 17 de outubro de 2005. Assistimos de dentro desta Nave ao fim da antiga raça humana… Porque Tsunamis e Katrinas não são páreos para a destruição que esses pequeninos são capazes…

Marcos Claudino, cansado de guerra, garganta seca à busca de uma cerveja gelada e um sinal de vida inteligente numa mesa de bar, refúgio dos irresponsáveis…