Transgênicos; sou contra!

Fico aqui me perguntando o motivo pelo qual a grande mídia vem se recusando a noticiar a porcaria que se tem mostrado o plantio de transgênicos (os mais diversos produtos), em todo o mundo. Fico aqui me perguntando o motivo pelo qual a grande mídia vem se recusando a noticiar a porcaria que se tem mostrado o plantio de transgênicos (os mais diversos produtos), em todo o mundo.

Na Índia, os plantadores de algodão e arroz transgênicos já estão para lá de arrependidos, porque o rendimento e a qualidade não são as esperadas e as pragas estão felizes da vida (Ué! Mas não era para serem mais resistentes às pragas?).

O Paraguai já admitiu perdas próximas a 70% da safra de soja transgênica, devido à estiagem do mês de fevereiro (a quebra de produção da soja convencional ficou nos 40% — não que isso seja pouco). A falta de chuvas também atingiu seriamente a safra paranaense desses grãos (Ué! Mas a soja transgênica não era mais robusta?).

Pesquisas realizadas em vários Estados brasileiros (Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais) vêm mostrando que a produtividade da soja geneticamente modificada é praticamente a mesma da convencional, com uma superioridade que não vai muito além dos 2% ou 3%, em média, quando a expectativa era da ordem de 30%. Como o pagamento deroyalties encarece a produção em 10%, tome prejuízo no lombo do agricultor (Ué! Mas não seria de imediato muito mais lucrativa?).

Outro grave problema é a “contaminação” das culturas convencionais. Acontece que não há garantias de que uma safra convencional não receba, até acidentalmente (por ação dos ventos, por exemplo), alguns grãos transgênicos. Quando isso acontece e é detectado, uma carga inteira pode ser considerada geneticamente modificada. Nisso, caso o agricultor não esteja registrado como usuário de sementes transgênicas, recebe uma pesada multa por pirataria. Ou seja: O camarada sai prejudicado em sua opção, leva multa e pode até ser processado! E já foram registrados 88 casos assim pelo mundo.

Note, ainda, que a soja transgênica é estéril e, portanto, não pode ser replantada. Isso faz com que o produtor fique escravo da Monsanto, pois não pode aproveitar parte da própria safra para o próximo plantio; deve, mais uma vez, comprá-la, registrá-la e recolher suas taxas…

Os distribuidores de sementes e dos grãos colhidos tornaram-se, por força de contrato, meros prestadores de serviço à Monsanto.

Embora isso tudo seja legal, do ponto de vista jurídico, conheço por outro nome: ROUBO.

Pesquisas realizadas na Europa já encontraram “resíduos genéticos” de alimentos transgênicos no organismo de quem deles se alimentou. Esses estudos, embora ainda não conclusivos, levantam sérias suspeitas sobre os efeitos do acúmulo de tais “resíduos” a médio ou longo prazo.

Em resumo: Os transgênicos vêm produzindo praticamente o mesmo que os convencionais, não são necessariamente mais resistentes, não podem ser replantados, custam caro, não dão lucro para quem planta, dão prejuízo também para quem não os planta, joga os produtores e os distribuidores em uma espiral de dependência e ainda podem representar novas ameaças à saúde humana e animal.

O governo brasileiro mostrou-se impotente e não resistiu às pressões externas e internas (um viva aos ruralistas), acabando por legitimar o plantio de transgênicos no país. Pobres dos pequenos produtores e dos consumidores…

Em março, o governador do Estado do Paraná assinou decreto estabelecendo que todo produto transgênico (de uso animal ou humano) em circulação pelo Estado deve ser identificado. Contudo, não demorou para que viessem as infalíveis liminares, congelando ou derrubando o decreto.

É sempre assim. Os grandes interesses econômicos de alguns poucos sempre acabam prevalecendo, em detrimento de todo o resto.