A primeira volta

Bem no início eu me perguntava “Por que escrever” e já saia escrevendo em resposta. Algum tempo e muitos textos se passaram e é assombrosa a relação que se estabelece com o texto de estréia. E da mesma forma que comuniquei o começo, parece-me conveniente seguir a linha. Enfim, a vida é feita de momentos e como já dizia s Mutantes e seus cometas, “há sempre um tempo no tempo” e o momento atual é propício para uma pausa. Muito embora eu

Bem no início eu me perguntava “Por que escrever” e já saia escrevendo em resposta. Algum tempo e muitos textos se passaram e é assombrosa a relação que se estabelece com o texto de estréia. E da mesma forma que comuniquei o começo, parece-me conveniente seguir a linha. Enfim, a vida é feita de momentos e como já dizia s Mutantes e seus cometas, “há sempre um tempo no tempo” e o momento atual é propício para uma pausa. Muito embora eu me sinta tentado a justificar reclamando da falta de tempo, como fiz há muito quando comprei o obsessivo livro “Socorro, não tenho tempo!”, que obviamente não terminei de ler por falta do dito cujo, tenho minha consciência reprimida (ou libertada) no insatisfeito Papalagi que serve de exemplo na introdução de Domenico De Masi.

De qualquer forma, peço a licença de todos os SimpliLeitores para um recesso durante o qual a coluna en passant repousará em alguma casa do seu virtual tabuleiro a reorganizar suas peças. Tempo para as Torres recomporem seus muros enquanto os Cavalos saciam-se no cocho e os Bispos celebram alguma missa ou dão uma passadinha no confessionário. Tempo para a vaidosa Dama escolher um novo sapato ou um belo vestido no shopping center da capital e tempo para o Rei ajeitar sua coroa (foi o que lhe restou). Os Peões? Ah sim, claro. Liberdade, ainda que tardia e até virem a servir sua majestade novamente, quando um novo jogo venha a começar. E então, talvez se faça claro à nossa sabedoria que esta foi apenas uma primeira volta.