Operação Noé

Ano 1990. Entre a extinção do Ministério da Cultura e outras barbaridades do novíssimo governo Collor, a então ministra Zélia Cardoso anuncia o plano econômico que confiscará o seu, o meu e o nosso dinheirinho. A Nação acima da nação. A razão sem razão (não deixe de ler mais no interessante artigo do Centro de Pesquisa e Documentação História do Brasil ). Depois fomos saber que um tal de PC Farias e, Ano 1990. Entre a extinção do Ministério da Cultura e outras barbaridades do novíssimo governo Collor, a então ministra Zélia Cardoso anuncia o plano econômico que confiscará o seu, o meu e o nosso dinheirinho. A Nação acima da nação. A razão sem razão (não deixe de ler mais no interessante artigo do Centro de Pesquisa e Documentação História do Brasil ). Tempo depois viríamos a saber que um tal de PC Farias e, muito provavelmente, bem mais gente do que podemos imaginar, se antecipou e  movimentou algum volume de dinheiro bem maior do que chegamos um dia a sonhar.

Mas o privilégio de ser beneficiado com informações de planos sigilosos, encontra no Gênesis seu maior precedente. Conta o livro grande que, “P” da vida com a maldade dos homens, decidiu Deus por um grande dilúvio para acabar com a pouca vergonha. E os quarenta dias e noites, dizem, quase exterminou com todos seres vivos, não fosse Deus chamar o cidadão Noé e confessar-lhe suas intenções. O escândalo só não foi maior porque não sobrou viva alma (além, é claro, dele e seus bichinhos), para estampar a manchete numa primeira capa qualquer.

Outras pragas e cúmplices (como Moisés, por exemplo) seguiram-se, oriundas da mesma egoísta sete-obcecada divindade que não queria dividir as suculentas frutas do seu lindo pomar nos jardins do Éden. Mas voltemos para a arca, antes que todos os padres do mundo levem essa reflexão a sério e me excomunguem, Sim, na arca projetada por Deus para suportar sua ira (e que mais parecia um big caixão), entraram 2 de cada espécie. E choveu, choveu e choveu. Choveu muito (e hoje a gente é que tem que fazer racionamento de água!!!). Aí é que me sobressai um detalhe: o que acontece com o peixe em dias de tempestade? Respostinha cretina de uma criança de 3 anos: “Nada!”. Fica então difícil explicar porque os peixes não dominaram a Terra após o castigo divino. Exceto se nos reportarmos aos milagres bíblicos do Novo Testamento. Sim, os peixes teriam retribuído a preservação da espécie com a participação em eventos posteriores. Coisa do tipo “uma mão lava a outra”, que se vê hoje na política parlamentar brasileira: “Tu vota nesse meu artigo que eu voto no teu” (e lá se foi PEC).

E isso nos mostra uma triste realidade: a Operação Noé fracassou em limpar a maldade do planeta. Muito provavelmente por conter em si maldade divina infinitamente maior que a do homem mau por ele criado. Ou vai ver que era para ter sido assim mesmo …