Quatro queijos

Ó minha amada!
Quem me dera te ter comigo
Sem que eu esgotasse o meu calor
E não temesses tu, derreter em meus braços
Perdendo o receio de sumir no brilho de tanta luz

Ó minha amada!
Quem me dera te ter comigo
Sem que eu esgotasse o meu calor
E não temesses tu, derreter em meus braços
Perdendo o receio de sumir no brilho de tanta luz
E tampouco fosses tu, atingida de gravidade
Que não pudesse retornar à origem,
Se assim o quisesse

Pense minha amada,
O que seria o que nos impede,
Senão simplesmente o mesmo que nos une?
Que doce loucura tem então mais insana resistência
Que me mantém sem saber do teu cheiro e gosto etéreos
Não saboreados com minha natureza ávida pelos teus sonhos?
Que tempo esperas como garantia de ilusório e desumano infinito?

Ah minha amada!
Esse mundo, o teu, o meu
O nosso universo desencontrado
Até segunda ordem.do seu grande arquiteto
Ou minha, ou tua, ou nossa,
Ou nada, ou nunca.

Pois então minha amada,
Se ainda assim, crês que tudo isso
Seja o fruto apenas de mera idealização
Que deixe eu Sol de admirar a majestosa luz
Que és tu Lua, quem deixas por mágica pela noite
Enquanto segues a te esconder numa órbita qualquer
De algum desconhecido planeta que de mim te afasta