Sobre a Alegada Falta de Recursos do Estado do Rio Grande do Sul

O Estado Gaúcho se acha falido, e isto fruto de gerações de políticos, de todos os partidos, que amontoaram décadas de improbidades, negligências e decisões temerárias. São pelo menos 30 ou 40 anos de lenta dilapidação do patrimônio público. Não há, portanto, como se esperar que as coisas se resolvam rapidamente. Mas o problema é pior que isso, pois o atual governo, assim como todos os anteriores, espera poder fazer caixa com medidas que não mexem no cerne da coisa toda

 

Sobre a Alegada Falta de Recursos do Estado do Rio Grande do Sul

O Estado Gaúcho se acha falido, e isto fruto de gerações de políticos, de todos os partidos, que amontoaram décadas de improbidades, negligências e decisões temerárias. São pelo menos 30 ou 40 anos de lenta dilapidação do patrimônio público. Não há, portanto, como se esperar que as coisas se resolvam rapidamente. Mas o problema é pior que isso, pois o atual governo, assim como todos os anteriores, espera poder fazer caixa com medidas que não mexem no cerne da coisa toda.

Que cerne é esse? A resposta está na boca do povo desde antes de o atual povo nascer: corrupção. Não há como esperar ter dinheiro para investir em saúde e segurança enquanto nossas elites insistirem em roubar tanto. O ideal seria que os políticos pactuassem um acordo “pelo Rio Grande” com a classe média, no qual se comprometessem os nossos nobres representantes a roubar um percentual menor do PIB gaúcho. Em troca, nós prometeríamos fazer crescer o estado, tanto sua economia quanto a qualidade dos serviços prestados a todos.

Prometeríamos melhorar as relações entre os cidadãos e tornar este estado mais feliz e mais seguro, medida que beneficiaria os nossos próprios políticos. Ou seja, se nossos amados representantes nos deixassem ficar com um pouquinho mais do dinheiro que é nosso, prometeríamos criar um mais feliz “estado democrático de direito”.

Prometeríamos investir mais de nós mesmos em campanhas de solidariedade, pois teríamos certeza de que nossos esforços não seriam desviados para algum bolso gordo. Teríamos também certeza de que nenhum de nossos espertos e queridos próceres tentaria faturar publicidade e votos sobre nossos esforços sinceros por uma sociedade melhor.

Ou seja, acreditaríamos mais em nós, teríamos mais auto-estima, pois então saberíamos que o todo o valor e toda a solução está em nós mesmos e não em algum líder de ocasião. Poderíamos fazer valer o hino que diz que nossas façanhas devem servir de modelo a toda terra.

Dizendo de forma mais direta: nós prometemos, caros políticos! Podem confiar em nós! Aliás, por favor, confiem em nós, em nosso preparo técnico e em nossa estrutura social e cultural. O povo do estado do Rio Grande do Sul tem tudo o que precisa para sair desta crise medonha na qual foi arrojado por gerações de políticos (e seus compadres “empresários” e “empreiteiros”).

Nós vos prometemos, amados políticos! Não vamos decepcioná-los! Dêem um voto de confiança àqueles que sempre vos confiaram os votos. Quando não por outro motivo, se vocês nos deixarem fazer crescer o estado, tirando-nos deste viscoso lamaçal em que nos encontramos, vamos produzir mais dinheiro. E com mais dinheiro, sobrará mais para vocês roubarem com a segurança de não estarem matando a “galinha dos ovos de ouro”. É um investimento de longo prazo, concordo. Mas pesem bem: o investimento que nós fizemos em vocês nos últimos 40 anos deu nisso. Dêem-nos uma chance! Umazinha só!