E a paixão continua

     Quero que me perdoem gauchos e riograndenses, mas cada vez mais matucha participei de um concurso de cronicas, nem lembro mais o ano, sei que no século passado, que dizia mais ou menos assim: Quanto mais convive-se com ela, mais a paixão aumenta. Esta morena realmente é deslumbrante. Por destino quis aqui querenciar-me e saí, a procura de um rancho para fixar morada.

     Quando encontrei meu cantinho descobri que o nome do Bairro era Mata do Jacinto. Logo fui indagando:

 

     Quero que me perdoem gauchos e riograndenses, mas cada vez mais matucha participei de um concurso de cronicas, nem lembro mais o ano, sei que no século passado, que dizia mais ou menos assim: Quanto mais convive-se com ela, mais a paixão aumenta. Esta morena realmente é deslumbrante. Por destino quis aqui querenciar-me e saí, a procura de um rancho para fixar morada.

     Quando encontrei meu cantinho descobri que o nome do Bairro era Mata do Jacinto. Logo fui indagando:

     – Quem foi Jacinto? A mata petencia a Jacinto, ou o Jacinto é que lhe pertencia?

     Sempre fui curiosa, lógico sou mulher . A mata também é feminina (por isso da curiosidade).

     Incucui (gostei dessa expressão), perguntava aos meus novos conhecidos:

     – Por que Mata do Jacinto?

     Qual o quê! Alguém sabia? Seria ele dono da mata ou a mata era sua dona? Reparei melhor :

     – Cadê a mata?! Será que, como Jacinto também ela é lenda?

     Acho que o Jacinto é bem mais velho que a nossa querida Campo Grande. Ela ainda é tão moça!

      Quanto ao Jacinto, já decidi: continuarei indagando. Descobrirei grandes histórias, dentro  da historia. A de um bairro dentro de uma cidade. Cidade bela, morena faceira, quente (por causa da hospitalidade), crescendo, tornando-se magnificamente adulta. Mulher bonita.

     Para que a pressa? Vou terminar meus dias com ela, essa morena, minha Campo Grande, eterna.