Suicídio assistido, homicídio qualificado ou um ato de compaixão?

Considerada por muitos a fulga do sofrimento em detrimento de outros que a julgam como forma de suicídio ou homicídio, a eutanásia, nome dado a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assitida pelo médico, vem sendo um dos assuntos amplamante discutido na sociedade. Considerada por muitos a fuga do sofrimento em detrimento de outros que a julgam como forma de suicídio ou homicídio, a eutanásia, nome dado a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assitida pelo médico, vem sendo um dos assuntos amplamante discutido na sociedade.

Vista sobre vários ângulos, essa prática tem mostrado os seus "prós" e "contras". Por se tratar de uma questão bioética e de biodireito, a eutanásia fere o conceito dos médicos e do Estado de proteção a vida humana uma vez que, admite a morte previamente estabelecida da vítima. Além desse princípio, muitas religiões, como a doutrina espírita e a católica, condenam esse procedimento por considerarem uma forma característica de suicídio, quando o próprio enfermo decide por querer morrer, ou mesmo homicídio, quando parentes ou pessoas próximas decidem por matá-lo.

No Brasil e em muitos outros países a eutanásia ainda é considerada ilegal.No entanto, países como a Holanda e a Bélgica, tal procedimento já está totalmente legalizado pelo Estado.

Os adeptos a essa prática ,levam em conta os gastos do poder público para manter viva a vítima ou afirmam que o mesmo é a única forma da vítima se livrar, de uma vez por todas, da dor e do sofrimento.Se for para viver em cima de uma cama ligado a vários aparelhos ou mesmo sofrendo de dores insuportáveis sem chance de cura, para quê viver?

O fato é que, é nítido o contraste de opiniões a respeito desse assunto. Porém, o que não se pode esquecer, de forma alguma, é que estamos tratando da vida de seres humanos, pessoas com as mais variadas histórias e visões de vida. Nesse caso, o mais prudente a se fazer, por mais que vá de encontro aos nossos princípios, é aceitar a escolha da vítima colocando-se no lugar dela a fim de chegar a conclusão sobre o que ela, e mais ninguém, gostaria de fazer a si própria.