Simplicíssimo

Até quando?

Uma dor me fisga a mente
Um erro me contorce
Cada nova pontada
É o abraço que mais me faz falta
Olhei, avistei, não vi
Forcei a vista
Mas estava ali!
Jurei com a alma
Dei a palma
Volta, eu te quero bem
Fiz que não sentia
Mas agora me agonio
Com a falta do que não queria
Sem saber que um dia
Iria perder
Seu desdém me rasga
Me entrega a paixão que me prometeu!
Orfeu, porque agora que tens não quer?
Me faz semente do teu bem-querer
Sou eu, não mais reconheces?
Teus olhos cerraram
E levaram, junto com a luz
A lembrança de meu rosto?
O teu me permanece nítido
Choro sim, pois ainda ontem
Essas lágrimas eram tuas
Ao me confessar com os olhos
Enquanto eu fingia não acreditar
O amor que eu não acreditava
Ser capaz de agüentar
E hoje me faz mais falta que o ar
Respirarei, de fato, por obrigação
Mesmo que não voltes
Pois a cada chão que piso
Sinto seus passos marcados
No meu caminho você está
E estará
Até quando?

Daniel Loose

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