Simplicíssimo

Versos Catárticos

 

 

Farejo o aborto de ideias:

Pensamentos que anseiam

Alcançar o estado de palavra;

Acabam tendo a garganta-vácua

Por cova, arquete, mortalha,

A sua única câmara mortuária!

 

 

Farejo vales de sangue

Inundando as esquinas da vida:

Ecoa pelo espaço

O agônico bramido de fera ferida

Em virtude de mais uma morte

Por bala perdida.

 

 

Farejo a cidadania

Vivendo á base de morfina e hemodiálise:

Cidadão de primeira classe

É fazer com que toda a nação

Consuma o oxigênio da mente

E das auspiciosas oportunidades á vontade.

 

 

Farejo a mão do arco-íris

Pousar sobre o meu ombro:

Apesar da fogueira de vilanias,

Preconceitos, impotências e hipocrisias,

A esperança bate-me no peito

De afro-latinoamericano ainda!

 

 

 

JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA

 

 

 

Jessé Barbosa de Oliveira

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