Haja Imaginacao

Entrou no quarto furiosamente. Sua bolsa lançada longe junto com a gravata azul-céu.
Sentada displicente junto à janela, Carla levantou-se deixando que a fina alça de sua camisola passeasse pelo braço rígido.
Visivelmente transtornado, Eduardo aproximou-se de sua mulher. Olhava-a colérico. Entrou no quarto furiosamente. Sua bolsa lançada longe junto com a gravata azul-céu.
Sentada displicente junto à janela, Carla levantou-se deixando que a fina alça de sua camisola passeasse pelo braço rígido.
Visivelmente transtornado, Eduardo aproximou-se de sua mulher. Olhava-a colérico.
– Onde esteve?
– O quê?- Perguntou Carla, indecisa. Distraída. Seu olhar a traia.
– Onde esteve – perguntou silabicamente.
Carla levantou a alça acetinada da camisola e caminhou meio trôpega até a penteadeira.
– Por ai. Em lugar nenhum. Oras…fui dar uma volta. O que tem de mais?
– O que tem de mais? O que tem de mais?O que siguinifica essa macha em seu pescoço?
Carla olhou no espelho e sua fisionomia não alterou um milésimo de segundo.
– Isso?. Oras, bati. Acho.
Eduardo estava transtornado. Caminhou até sua mulher e a puxou para junto de si.
– Esteve com ele. Não esteve?
– Não sei do que esta falando – dissimulou.
– Mentirosa – gritou, jogando-a na cama.
O cabelo de Carla caiu sobre seu rosto. Ela não se mexeu.
– E o que vai ser agora. Me bater? – a voz rouca.
– Bem que você gostaria não é?- A mão puxando o cinto da calça.
Um sorriso maroto deliciou-se no olhar da mulher. Mais uma noite de paixão na intimidade do quarto.

Na cabeceira o retrato perpetuando os votos do casamento.