Medalha, medalha, medalha

Gostando ou não do esporte, a olimpíada de 2008 traz consigo enomes revelações. De olhos quase fechados, a emergente nação chinesa confirma a ascensão de um império. Se há 20 anos, em Seul, terminaram a competição em 11º lugar, com 28 medalhas, sendo 5 de outro, hoje lideram e assim seguirão até o apagar do fogo em Pequim. Seria algo ocasional, motivado por serem eles os anfitriões nesse ano?
Gostando ou não do esporte, a olimpíada de 2008 traz consigo enomes revelações. De olhos quase fechados, a emergente nação chinesa confirma a ascensão de um império. Se há 20 anos, em Seul, terminaram a competição em 11º lugar, com 28 medalhas, sendo 5 de outro, hoje lideram e assim seguirão até o apagar do fogo em Pequim. Seria algo ocasional, motivado por serem eles os anfitriões nesse ano? Duvido muito. E os números não me deixam sozinho, com o mostra o quadro abaixo:

Ano Local Classificação Medalhas de ouro Total de medalhas
1998 Seul 11º 5 28
       
1996 Atlanta 16 50
2000 Sydney 28 59
2004 Atenas 32 63
2008 Pequim 51 100
Fonte: Clicrbs
Mas os jogos são apenas uma parte da história. Nos 1,99, nos consagrados eletrodomésticos de fabricação nacional, nos canteiros de construção da Fase C da Usina Termelétrica Presidente Médici, em Candiota – RS, “Made in China” é uma constante, para não dizer um domínio. Não importa muito se é Pequim ou Beijing. O mundo girou e as mudanças estão aí, até estourar uma bomba atômica. A propósito, a China também já tem uma (ou muitas).

O Brasil? Não, o Brasil não. Não tem solução em políticas sociais, em saúde básica, em educação, em segurança, em corrupção e blá, blá blá. Nos esportes, os jogos olímpicos mostram que até treinador de equipe importamos, como o espanhol Juan Oliver, para o handebol feminino. Somos não em aproveitamento dos nossos recursos naturais. Até comida importamos, ao invés de plantar. Pronto sempre é melhor, nos ensinam as políticas de governo com as tais bolsas-famílias.

E ontem o golpe foi duro. Perdemos de goleada para nossos arqui-rivais argentinos bem onde nos vangloriamos de sermos os melhores do mundo: o futebol masculino. Edweine já me confessou que foi motivo de gozação até no Japão. Pode? Pode. Dunga, que nunca foi treinador (apesar de uma história gloriosa enquanto atleta), foi o escolhido para o comando. Talvez por interesses políticos, talvez para agradar o povo, talvez por burrice, ou nenhum, ou outros, ou todos. Mas enfim, num país onde o dirigente também foi eleito e mantém-se no cargo sabe-se-lá-como, nada mais nos surpreende.