Para servir a quem me teme

Bom dia.

Me chamo Waldemar Nnakesol e é a primeira vez que uso meu nome verdadeiro em muitos anos.

Moro em Londres desde 1981 e, depois de uma série de encontros e desencontros na vida jornalística, acabei por me tornar aquilo que minha essência insistentemente ditava. Escritor.

Bom dia.

Me chamo Waldemar Nnakesol e é a primeira vez que uso meu nome verdadeiro em muitos anos.

Moro em Londres desde 1981 e, depois de uma série de encontros e desencontros na vida jornalística, acabei por me tornar aquilo que minha essência insistentemente ditava. Escritor.

Desde os dezessete a veia gritava, mas as gavetas que recebiam o jorro de minha verve literária. A primeira publicação se deu já aos trinta e dois, no alvorecer da década de noventa. Trabalhos como freelance para algumas revistas e jornais londrinos lapidaram a escrita e o primeiro romance, naturalmente com linguagem rápida muito influenciada pelo dia-a-dia da época.

Apesar de novato, já a primeira novela me deu uma certa notoriedade e começaram a aparecer convites para escrever em revistas maiores, de circulação nacional. Ganhando um pouco mais, mas ainda nada do qual minha mãe se orgulharia, pude deixar de lado a correria do dia-a-dia de freelance para me dedicar aos artigos das revistas e à criação de meu próximo romance. Sei que possa soar antipático não citar aqui as obras tampouco o pseudônimo que usei para publicá-las, mas meu objetivo aqui neste website é justamente este: criar uma nova vida, diferente da que tenho vivido até agora, neste meu exílio na Inglaterra; diferente da vida que dou a meus personagens.

Nesta nova vida, é Waldemar Nnakesol que se apresenta. Um nome que ficou guardado na lembrança dos poucos familiares que deixei aí no Brasil, talvez em algum canto obscuro de um coração que não me compreendeu e também na minha memória. Vinte e quatro anos praticamente sem utilizá-lo, exceto para questões trabalhistas, desaparecem num átimo.

Aqui, neste website brasileiro, serei novamente Waldemar. E meu presente e passado recentes ficam aqui comigo, e a ninguém além de mim pertencem.

Aceitando o convite do editor, que pessoalmente desconheço mas que se revelou muito disponível para minhas inquisições, farei nesta primeira temporada a publicação em capítulos de um romance ainda inédito, começando a partir da próxima edição.

Espero agradar. Àqueles mais críticos, um suco de maracujá. Na veia.