Ética, Corrupção e as Escolas

Sucintamente ou simplicissimamente falando. Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Surge no ethos, costumes, comportamento. A moral nasce no more, costume de um povo.

Lembro agora Sócrates e sua Ética, a Ética Racionalista. Ele concebia o BEM, como felicidade da alma, e o BOM, como útil para a felicidade. Esta felicidade ele chama de Eudemonia.

Sucintamente ou simplicissimamente falando. Ética é a ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Surge no ethos, costumes, comportamento. A moral nasce no more, costume de um povo.

Lembro agora Sócrates e sua Ética, a Ética Racionalista. Ele concebia o BEM, como felicidade da alma, e o BOM, como útil para a felicidade. Esta felicidade ele chama de Eudemonia.

Sócrates dizia que quem age mal é por que ignora o bem.

A cada dia uma “bomba” nova estoura no bojo de nossa democracia. Como diria José Saramago, “uma democracia seqüestrada”. Onde está a ética do nosso pais eu não sei. O gato já disse que não comeu e o rato, pobre coitado, está morrendo de fome.

Estava pensando hoje… Será que o Brasil é um país ético? Que ética nós seguimos afinal? Uma Ética Utilitarista? Onde Maquiavel diria que os fins justificam os meios ou como diria Schopenhauer, “Per faz et per nefas” (por meios lícitos ou ilícitos)? Aqui surge a Ética do Jeitinho Brasileiro, a EJB.

Os Políticos cada vez mais corruptos e os corruptores cada vez mais ricos, para corromper claro. Fazem que trabalham e o povo faz de conta que acredita. Que moral a nossa. O povo, nós, somos um pouco culpados de tudo isto. Não temos uma ética definida. Fazemos “olho gordo” em pequenas coisas.

Creio que em opurtune tempore nôs levantaremos como uma nação forte, como acreditava a “Velhinha de Itaubaté”(por sinal, ela morreu). Mas para isto necessitamos que as crianças aprendam sobre Sócrates, Kant, Platão, Rawls e muitos outros. Talvez assim, mais tarde, elas possam agir bem mecanicamente, sem necessitar para isto uma lei cogente e coercitiva. Agir bem, buscar o bom naturalmente, sem pensar. Defendo a aplicação da Filosofia nas escolas e como matéria obrigatória nos vestibulares de todo Brasil. É um começo.

Para descontrair, um conto.

Meus ampléxos.

Dissídio

Ele entrou no quarto abrangido pela penumbra. Sua mulher, a principio, dormia linda e calma em seu “berço” de linho. Ele escovou os dentes, lavou as mãos. Decidiu tomar um banho. Voltará tarde de seu trabalho, muito cansativo por sinal. Trabalhava em uma empresa de advocacia. Mas não era o melhor advogado. Tomará seu banho, devagar e quente. Não colocou muita roupa, pois gostava de dormir nú, mas naquela noite decidira dormir de short. Apagou a luz, deitou-se ao lado da esposa, que ainda dormia, e a beijou nos lábios. Beijo frio como o da noite passada.

Eles tiveram uma grande discussão sobre quem era Marcela, feminino de Marte para os Gregos, o Deus da Guerra. Pois foi o que ela trouxe, esta tal Marcela. Trouxe desentendimento e guerra. Valéria encontrara nos papeis de Carlos algumas cartas assinadas pelo nome de Marcela. Foi ai a nascente do dissídio.

A beijou nos lábios frios. Tão frios quanto os da noite passada. Mas nesta noite, ela estava morta.