A volta

Ele voltou sem mais nem menos. Poderia ao menos ter avisado. Pegou todos de surpresa. A mim, inclusive.
 Realmente eu não esperava. O que estava acontecendo no momento era praticamente impossível, era o que eu achava. Mas enfim, aconteceu.
 E ele não voltou mudado. Não. Voltou igualzinho.
Ele voltou sem mais nem menos. Poderia ao menos ter avisado. Pegou todos de surpresa. A mim, inclusive.
 Realmente eu não esperava. O que estava acontecendo no momento era praticamente impossível, era o que eu achava. Mas enfim, aconteceu.
 E ele não voltou mudado. Não. Voltou igualzinho. Com as mesmas qualidades e defeitos. Com o mesmo jeito. A mesma aparência. E o pior: queria seu lugar de volta.
 Sim, porque seu lugar foi ocupado algum tempo depois, por outro. E é quem está nele até o momento. Decidir se ele vai continuar ou se será substituído é uma decisão minha, infelizmente.  
 E eu não sei o que fazer. Quer dizer, soa estranho isso. Eu sabia perfeitamente o que fazer, antes dele voltar. Claro que sabia o que fazer: nada. Ele não voltaria, não poderia. O subestimei.
 E agora pago o preço.
 Passado e presente, frente a frente.
 E eu.  
 No meio.