Bendita memória

Minha bendita memória ultimamente tem me pregado boas peças.

É impressionante a facilidade com a qual tenho esquecido tanto fatos ou dados de um passado já distante quanto acontecimentos de semanas, dias e até momentos atrás.

Mas o que incomoda mesmo é esquecer nomes de conhecidos.

Minha bendita memória ultimamente tem me pregado boas peças.

É impressionante a facilidade com a qual tenho esquecido tanto fatos ou dados de um passado já distante quanto acontecimentos de semanas, dias e até momentos atrás.

Mas o que incomoda mesmo é esquecer nomes de conhecidos. É terrível! Encontro a pessoa, ela me chama pelo nome, e eu tenho que tratá-la por expressões neutras como “meu velho”, “menina”, “meu caro”, e variantes.

Um dia desses estava numa agência bancária quando vi na fila um ex-colega de colégio. Tentei disfarçar, fingir que não vi, mas não tive saída. Tive de falar com ele. Cumprimentar, ao menos.

– E aí, rapaz, beleza?

– Tudo tranqüilo Rafa, e você?

– Tudo tranqüilo também.

Pensei que a conversa acabaria ali. Mas ele veio de lá:

– E aí, que anda fazendo?

Eu sabia – e continuo sabendo – quem ele é, de onde o conheço e que é irmão de uma amiga minha. Até jogávamos futebol juntos, mas não consegui lembrar seu bendito nome. Me virei como pude e fui embora. Minutos depois, já a caminho de casa, lembrei:

– Diego!

Na semana anterior aconteceu algo semelhante. Também numa agência bancária, encontrei uma ex-colega de trabalho:

– Oi Rafa, tudo bem?

Na base do “menina”, “mulher” e até “rapaz”, fui dando um jeito. Mas achei uma grandessíssima falta de consideração de minha parte não chamá-la pelo nome.

Aproveitei os minutos que ela passou no caixa para tentar encontrar alguma pista no celular (o número dela – acompanhado do nome, claro – ou alguma mensagem que ela tivesse me enviado), mas nada.

Quando íamos saindo da agência, eu já desistindo de lembrar o nome dela, o atendente grita – por engano – o nome:

– Senhora Evaneide!

Dessa vez, não esqueço mais! (assim espero…)