Apenas uma estrela…

Eu abraçava meus amigos e sonhava com um Brasil diferente, não um País que se transformasse da noite para o dia numa Suiça latino-americana, mas um Brasil onde os governantes fossem pelo menos sérios.

Apenas uma estrela…
Por Luiz Maia

“Lula lá! Brilha uma estrela! / Lula lá! Cresce a esperança!.”


Lembro-me que chorei de alegria no dia em que Lula se elegeu presidente do Brasil. Havia uma grande multidão nas cidades. Nas ruas só tocava a música que falava de esperança. Meu coração começa a apertar relembrando aquela música de inspirada letra, tantas vezes pela multidão cantarolada. Confesso que ando saudoso desse tempo, tristonho sem saber o que está por vir. Eu abraçava meus amigos e sonhava com um Brasil diferente, não um País que se transformasse da noite para o dia numa Suiça latino-americana, mas um Brasil onde os governantes fossem pelo menos sérios. Não elegemos vocês para que se mostrassem idênticos aos demais.
“Lula lá! Brilha uma estrela! / Lula lá! Cresce a esperança!.”

Estamos agora ouvindo apenas críticas ao PT, pessoas falando de ética sem saber sequer o que seja isso. A que ponto chegamos. Logo essa gente de triste memória… O caldo está engrossando. O que antes era desencanto e indignação logo, logo poderá se transformar em ódio da população. Existe no ar um atmosfera nada conciliadora, muito menos contemplativa diante da perda de rumos e da falta indentidade por parte de milhões de brasileiros revoltados que acreditaram em mudanças com o PT e Lula.
“Lula lá! Brilha uma estrela! / Lula lá! Cresce a esperança!.”


Sempre perseveramos pelos nossos sonhos. Mas o desencanto que se apoderou de todos nós não foi brincadeira. Percebo que o PT está perdendo a oportunidade de mostrar para o País aquilo tudo que sempre difundiu e norteou sua razão de ser: mostrar-se diferente e agir com ética. É uma pena que tenha se envolvido com o esquema de corrupção que afrontou a Nação. O PT igualou-se aos demais partidos que antes criticara ferozmente. Infelizmente estamos agora descrentes e sem perspectivas de dias melhores.
Recife, 13 de outubro de 2005