O início do fim

O comum são as pessoas ficarem ligadas só em problemas imediatos e não se darem conta de que existe um mundo sendo destruído e um homem necessitando de total transformação.


Notícias na imprensa nos dão conta de que a temperatura média do planeta subiu 0,7 graus centígrados no último século. Não precisa ser nenhum sábio para compreender que a poluição com gases tóxicos e o desmatamento indiscriminado contribuíram nas últimas décadas para que as geleiras começassem a derreter, as enchentes e secas se tornassem comum e ondas de calor matassem milhares no mundo. Até no Brasil surgiu o seu primeiro furacão. O aquecimento global é uma ameaça que põe em risco a humanidade e todas as formas de vida existentes no planeta. O comum são as pessoas ficarem ligadas só em problemas imediatos e não se darem conta de que existe um mundo sendo destruído e um homem necessitando de total transformação.
Mas ainda bem que existem pessoas que contribuem para que tenhamos esperança num mundo melhor. Elas crêem nas ações tipo formiguinha desenvolvidas no seu dia-a-dia. Dia desses, gente das mais variadas classes sociais, idades, raças, etnias, religiões e orientações sexuais se uniram para clamar pela paz. Mais de 40 mil pessoas participaram da I Grande Caminhada pela Paz e Desarmamento em Fortaleza. Também no Recife ocorreu uma passeata idêntica. No dia da árvore as pessoas incutem na população a necessidade de preservarmos o verde. São gestos afirmativos na busca inadiável da Paz como esses que me comovem e me deixam feliz. Cada um de nós pode interferir a favor de uma vida melhor para o conjunto da sociedade. É tudo uma questão de opção.
Recife, 18 de janeiro de 2006